Vai ser dureza | Fábio Campana

Vai ser dureza

A administração estadual terá que rebolar para sair-se bem da enxurrada de denúncias no seio do governo Requião e aprovar as matérias pendentes na Assembléia. O clima está mais para CPI da Corrupção que para Orçamento de 2008. Vai ser dureza.

A divulgação da carta do ex-procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, abriu um abismo entre o governo e a oposição na Assembléia. Os deputados que não tomarem partido na contenda serão tragados terra adentro, pois a opinião pública foi atraída para o que se passa nos desvãos do governo Requião depois do terremoto provocado por Botto de Lacerda.

Ora, não é à toa que hoje, às 10h, na sede do PPS estadual, estarão reunidos os cinco partidos de oposição ao governo. Valdir Rossoni, Osmar Dias, Rubens Bueno, Abelardo Lupion e Severino Araújo discutirão como informar a população dos desvios de conduta e dinheiro ocorridos na administração estadual, boa parte deles sob investigação da Justiça.

O tucano Rossoni está com a CPI da Corrupção engatilhada, a espera do momento oportuno para desferir o golpe derradeiro no silêncio da administração. O governo Requião, durante todo o ano, optou por não dar informações. Omitiu planilhas e contratos. Se os deputados, munidos do poder de polícia conferido pela CPI, obtiverem esses documentos, a nau de Requião fará água ainda no primeiro ano da reeleição.

Pior para o líder do governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli, que precisa apurar a aprovação do orçamento do estado e do Plano Plurianual. Há uma pendenga judicial em torno do percentual que cabe ao Ministério Público que pode pôr tudo a perder. Se o prazo não for cumprido, repete-se o orçamento do ano anterior, o que daria muita dor de cabeça aos milagreiros da secretaria da Fazenda.


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