Resposta ao Rasca | Fábio Campana

Resposta ao Rasca

Rasca.

Homens que assumem funções públicas como a sua são julgados pela sociedade por seus atos e também por suas omissões. Não me comovem os seus sentimentos por quem quer que seja, pela Elma Romanó, pelo Roberto Requião. O fato, objetivo, indesmentível, é que Elma Romanó ficou presa durante trinta dias sob acusações que dizem respeito à gestão do Meio Ambiente e o secretário do Meio-Ambiente não foi ao juiz da causa para dizer que tinha plena convicção de que ela era inocente.

Sua declaração à Gazeta do Povo foi, no mínimo dúbia, ao dizer que a considerava proba mas que teria de responder porque confiou em pessoas erradas. Esse raciocínio, Rasca Rodrigues, poderia levá-lo à prisão, não é mesmo? Afinal, na corrente de confianças e responsabilidades você é quem nomeou a todos ao lado do Duce.

Para fazer justiça ao jornal onde trabalhei durante mais de uma década, a Gazeta do Povo, não fui demitido injustamente. Aliás, não fui demitido. Mas essa é uma história que não interessa ao público, assim como aquela do sujeito que estava na campanha eleitoral do Requião e ao mesmo tempo arrumava 180 mil para o coordenador da campanha do Osmar Dias, o ilustre deputado Augustinho Zucchi, que enfrentava um desses apertos típicos da disputa pelo poder.

Fábio


12 comentários

  1. Daniel Per Si
    sexta-feira, 30 de novembro de 2007 – 12:05 hs

    Ir ou não ao Juiz criminal dizer que a Elma é inocente não vale muito no mundo processual.
    É bom não esquecer que a infeliz senhora foi presa, cautelarmente, por ordem judicial e o Ministério Público (pelo que eu sei) já ofereceu denúncia.
    A questão está em se saber se a doutora Elma assinou ou não (ela diz que que a assinatura é apócrifa) a malfadada autorização para derrubada de araucárias.
    Com ou sem o cárcere, o processo criminal continua contra a ilustre Servidora e o doutor Raska só pode servir como testemunha abonadora.

  2. Jose Carlos
    sexta-feira, 30 de novembro de 2007 – 12:16 hs

    O notável raciocínio do grão-vizir do meio ambiente da província, faria com que todos os membros do alto escalão da nomenclatura provincial fossem presos.

  3. caio brandao
    sexta-feira, 30 de novembro de 2007 – 14:22 hs

    O homem público, particularmente o responsável legal pelo órgão e/ou entidade que administra como ordenador principal, deve sempre estar atento para a responsabilidade solidária. Logo, achar que o fato de não saber de algo ocorrido possa eximir o ordenador de responsabilidade, é sempre motivo para sustos e depressões. Portanto, pelo sim, , pelo não, em certas situações o melhor é fingir de morto e sair de cena.

  4. Jurista
    sexta-feira, 30 de novembro de 2007 – 16:32 hs

    Trata-se, na melhor hipótese, de confessa “culpa in eligendo”, senhores, ou seja, má escolha daquele em quem se confia a prática de um ato!

  5. jango
    sexta-feira, 30 de novembro de 2007 – 19:04 hs

    Aduzo aos comentários acima, para reflexão, o texto da lei de crimes ambientais do dever legal do administrador ambiental e da co-responsabilidade administrativa da autoridade omissa (lei federal 9605):

    Dos crimes contra a administração ambiental:
    Art. 68. Deixar, aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental: Pena – detenção, de um a três anos, e multa. Parágrafo único. Se o crime é culposo, a pena é de três meses a um ano, sem prejuízo da multa.

    Da Infração administrativa
    Art. 70 § 3º – A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante processo administrativo próprio, sob pena de co-responsabilidade.

  6. afonso cirino
    segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 – 15:39 hs

    ei fabio, vira o disco, vc é o único cara que sabe quem é Elma Romanó, ou vc não tem matéria ou tem algum parentesco com essa senhora, não seja cansativo.

  7. roberto a silva
    sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008 – 20:04 hs

    não é só a Sr. Elma Romanó que foi injustiçada, segue abaixo o caso de dois jovens 20 e 21 anos, que foram presos em dez/2007 numa trama de dois policiais corruptos e até hoje amargam o cárcere, porque as autoridades policiais e do Estado,sequer dignaram-se a investigar o caso.

    ***

    Curitiba, 31 de Janeiro de 2008.

    Dia 27/12/2007, decorreram-se 12 MESES DE PRISÃO INJUSTA E ARBITRÁRIA de SILAS & ÉDERSON !

    Sim, já fazem mais de mais 12 meses da prisão dos jovens SILAS e ÉDERSON,pois foram presos em 27/12/2006.

    Hoje, dia 31/01/2008, já são mais de 395 dias de encarceramento injusto, arbitrário e desumano, pois estes jovens são inocentes !!!!!

    No início de 2007, denunciamos o caso na Assembléia Legislativa do Paraná e às demais autoridades paranaenses, porém não tivemos a receptividade desejada (” a única culpa deles é serem pobres e seus pais cidadãos comuns”), a fim de elucidar o ocorrido e libertar esses jovens presos de maneira injusta e arbitrária.

    Como são filhos do povo, de origem humilde e não podem pagar bons advogados, ainda estão presos e esquecidos pelo Estado/Governo, nas tristes e superlotadas cadeias do PR !

    A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Paraná, ainda no mandato anterior (Deputado Estadual Domingos Scarpelini), realizou investigação e chegou a importantes conclusões, sequer consideradas pelo Poder Público do PR (Secretaria de Segurança Pública e Comando Geral da Polícia Militar).

    Assim, completados UM ANO do encarceramento dos citados jovens, novamente vimos à público, DENUNCIAR às autoridades do Paraná a prisão injusta e arbitrária dos jovens SILAS e ÉDERSON, cujos fatos seguem abaixo descritos.

    – DESCRIÇÃO DO PROBLEMA:

    1 – Segundo informações veiculadas nos meios de comunicação, no entardecer do dia 27/12/2006, aconteceu um assalto no Mercado Du Leo, localizado no bairro Santa Cândida – Vila Tingui – Curitiba, nas proximidades da rua Mascarenhas de Morais e Jardim Glaser/Parque Atuba.

    2 – Neste dia, por volta das 20:55 horas, aconteceu a prisão dos três jovens abaixo nominados e caracterizados.

    A – SILAS DE ALMEIDA – 20 anos, morador do bairro Jardim Jalisco/Vila Guaracy – Colombo, desligado dia 21/12, por vontade própria do SAMS CLUB, onde exercia função de auxiliar de perecíveis, em vias iniciar atividade profissional no POSITIVO INFORMÁTICA, sem habilitação ou capacitação para dirigir automóveis.

    B – ÉDERSON DE MIRANDA ROSA DOS SANTOS – 18 anos, morador no bairro Jardim Jalisco/Vila Guaracy – Colombo, recém alistado e dispensado no serviço militar, 2º grau completo, vestibulando, aprovado no vestibular da UFPR (1ª fase) e sem habilitação e capacitação para dirigir automóveis.

    C – GUSTAVO BRILHANTE MARTINS DE LARA – 17 anos, morador do bairro Santa Cândida – Curitiba e estudante (1º grau).

    Na seqüência, com o desenrolar dos fatos o jovem Gustavo Brilhante Martins Lara, foi libertado isento de quaisquer indício de envolvimento no episódio acima descrito.

    Dia 27/12/2007, completou um ano (27/12/2006 a 27/12/2007) da prisão injusta e arbitrária desses dois jovens, e até agora nada foi comprovado que desabone a conduta e a vida de ambos, no entanto continuam cerceados da liberdade.

    Também, nenhuma investigação foi feita no sentido de elucidar o acontecido naquele entardecer do dia 27/12/2006, no bairro de Santa Cândida, onde faleceram duas pessoas, um o suposto segurança do Supermercado Du Leo (policial civil LUIZ CARLOS ANIZIO) e outro jovem (ALTAIR JOSÉ RODRIGUES), morto pela ação da polícia militar na madrugada do dia 28/12/2006, nas proximidades do estabelecimento comercial acima referido.

    – CONCLUSÕES e REIVINDICAÇÕES:

    Assim, reivindicamos às autoridades do Paraná, que ABRAM INVESTIGAÇÃO no sentido de:

    A – investigar a conduta, o envolvimento e a intervenção dos policiais do PROJETO POVO, que prestavam serviço no bairro de Santa Cândida na época da prisão dos citados jovens, e os conhecia devido convivência cotidiana, bem como a alguns de seus familiares;

    B – investigar o envolvimento do jovem Altair José Rodrigues, oriundo de Guarapuava e morador na Vila Osternack, acusado de ter participado do assalto ao Mercado Du Leo e morto pela ação da policia militar na madrugada (aproximadamente 24 horas) do dia 28/12/2006, nas proximidades do Supermercado Du Leo (Santa Cândida Vila), o qual NÃO tinha relações de conhecimento/amizade com os jovens SILAS e EDERSON;

    C – investigar a natureza do suposto assalto, o papel desempenhado pelo policial civil LUIS CARLOS ANIZIO (segurança do mercado) e sua vida/conduta pregressa, já que há indícios de seu envolvimento com receptação de veículos roubados e de que não houve assalto, mas sim “queima de arquivo” ou disputa entre “bandidos”.

    Isto posto e considerando que até este mês de janeiro de 2008, com o desenrolar dos procedimentos judiciais, nada foi comprovado contra os jovens SILAS e EDERSON, estamos convictos de que cumprindo-se o reivindicado acima, a VERDADE DOS FATOS virá a tona, possibilitando a libertação dos mesmos isentos de quaisquer culpa/envolvimento com o citado assalto.

    Que a justiça seja feita e os jovens SILAS e EDERSON sejam libertados o quanto antes.

    Atenciosamente,

    Helena Costa de Miranda – mãe de ÉDERSON (0++41 – 3663.3699)

    Elizabeth de Almeida – mãe de SILAS (0++41- 3663-6099)

    Roberto de Andrade Silva – SINDISEAB – 0++41 – 3253.6328 – 3313.4132 – andrades@seab.pr.gov.br

  8. samela
    domingo, 17 de agosto de 2008 – 0:29 hs

    este caso ta causando mt dor….
    a familia do jovem SILAS espera q tenha justiça no brasil p os inocentes…..
    sou prima e sinto mt saudades,….

    espero justiça…..

    estamos orandu mt

  9. silva
    segunda-feira, 18 de agosto de 2008 – 0:10 hs


    o jovem Éderson foi libertado em julho, livre qualquer acusação, mas mesmo inocente teve que amargar a prisão por 19 meses ..

    O jovem Silas continua lá, sob as vistas grossas do Poder Judiciário, da sociedade e do Poder Executivo, que nada fez para livrá-lo da prisão, mesmo inocente !

    Como o Estado e a sociedade os recompensarão por tamanha injustiça e a perda de meses preciosos de suas jovens vidas e pelas sequelas em suas mentes e corações ?

    Que a Liberdade aconteça para SILAS, antes que seja tarde demais !

    …Silas: aguente firme meu irmão, apesar dos pesares amanhã há de ser outro dia !

  10. Gerson
    quarta-feira, 15 de outubro de 2008 – 10:10 hs

    A ELMA não esquecerá a (IN) Justiça que levaram a mesma para a cadeia. Elma, o Raska te acompanhou ou nem falou contigo?

  11. silva
    quarta-feira, 15 de outubro de 2008 – 11:13 hs

    conforme falei em outro momento, o jovem ÉDERSON foi solto em julho e o também jovem SILAS foi solto em outubro, LIVRES de quaisquer culpa ou acusação …

    Infelizmente, tiveram que amargar quase dois anos de cárcere para que a justiça fosse feita.

    Não tiveram nenhum tipo de apoio do Estado, sequer advogado, já que a defensoria publica NÃO EXISTE…

    Apoio das ditas entidades e comissões de direitos humanos ? Nenhum, sequer interessaram-se pelo caso !

    E dos tais advogados ligados aos direitos humanos ? Nenhum apoio, somente enrolação …

    Ou seja, se foram soltos foi pela ação de seus pais e alguns amigos e por DEUS …

    E façamos jus, apenas um parlamentar desse mandato interessou-se pelo caso: TADEU VENERI …

    … se alguém se interessar, mais informações poderei dar: roberto – rcpasilva@yahoo.com.br.

  12. edvard de freitas
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 15:04 hs

    em primeiro lugar se eles são culpados ou ñ tem tem que ver é a justiça,em segundo…lugar errado e hora errada “conta outra’ e em terceiro o policial era bastante conhecido princilpalmente pela honestidade,por viver em função da familia e por ser um homem correto e acusa-lo de receptaçao de carro chega a ser engraçado se ñ absurdo.È muito facil acusar um morto, ñ.

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