Novo alento | Fábio Campana

Novo alento

A moçada do Colégio Estadual deu novo alento ao Paraná que andava triste e cabisbaixo sob a onda de despotismo do ressentido Requião. Levantou-se e encarou o monstro com desprendimento e nobreza próprios da juventude.

É bom ver a rapaziada reagir à brutalidade. Nos dá garantia de vitalidade neste Paraná que vem sendo submetido a uma ração de arbitrariedades imposta goela abaixo por seu governador, secretários e áulicos de todas as cataduras.

A moçada não engoliu o despotismo do secretário de Educação, Maurício Requião, como não engole a atitude da diretora Madselva Feiges, que procura imitar, na direção do Colégio, os métodos autoritários inspirados pelo governador.

Ontem, os estudantes saíram em passeata. Foram ao Centro Cívico para falar com o governador Requião. Requião estava cavalgando no Canguiri. Procuraram os deputados na Assembléia. Nada. Na sexta pela manhã não há deputados no Centro Cívico.

Os estudantes voltaram ao Colégio com mais uma lição sobre a vida pública. Os políticos da terra não dão importância a ninguém quando não há eleições próximas.

É em situações de crise como esta que se pode avaliar a convicção democrática de cada um dos protagonistas. Os alunos do Estadual provam que ainda há neurônios ativos, caráter e coragem ao enfrentar o autoritarismo do governo nas ações da diretora do colégio, Madselva Feiges. Provam que nem todos vieram ao mundo para bater palminhas para o poderoso.

Já a diretora tem a proteção do secretário de Educação, Maurício Requião, o caçula dos irmãos nomeados e se considera a serviço de sua majestade, Requião Não faz por menos. Borduna na mão, pune estudantes, professores e ameaça continuar enquanto Requião estiver no governo.

Texto publicado em O Estado do Paraná


Um comentário

  1. Prof. Sergio
    domingo, 25 de novembro de 2007 – 20:54 hs

    “A educação é movimento e ordem, sistema e contestação. O saber que existe solto e a tentativa escolar de prendê-lo num tempo e num lugar. A necessidade de preservar na consciência dos “imaturos” o que os “mais velhos” consagraram e, ao mesmo tempo, o direito de sacudir e questionar tudo o que está consagrado, em nome do que vem pelo caminho”.

    Carlos Rodrigues Brandão

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