Mula sem cabeça | Fábio Campana

Mula sem cabeça

O governo Requião perdeu definitivamente um de seus raros quadros. Sérgio Botto de Lacerda rompeu de vez com o governo e com Requião. Com os demais palacianos rompera há anos.

Diante das versões e especulações dos desafetos sobre a carta que enviou ao governador na segunda-feira, Botto de Lacerda decidiu divulgar o texto para evitar que ele seja “reescrito pelo escriba palaciano”, diz o ex-Procurador Geral do Estado, referindo-se ao assessor de imprensa de Requião, Benedito Pires.

“Por duas razões, não quero que mexam no meu texto porque eles escrevem mal e também porque a verdade histórica deve prevalecer”, diz Botto de Lacerda.

A carta revela a indisposição de Botto contra o grupo que cerca o governador. “Ratazanas”, qualifica. Se diz decepcionado com o silêncio do governador diante da crise aberta pela revelação de que Botto recebera proposta para advogar para uma das empresas que compõe o consórcio privado que integra a Sanepar. “Ignorantes”, emenda.

E prossegue: “Não permitirei que bajuladores, incompetentes e omissos sejam capazes de me desonrar. Não admitirei nem mesmo que o hoje governador e o ontem e futuro Roberto Requião façam isso, nem mesmo pelo obsequioso silêncio”.

A seguir, devolve os cargos ao governador no Conselho da Elejor, no Conselho da ParanaPrevidência, “talvez sirvam ara acomodar seus apaniguados”.

“Não sou e nunca fui seu lacaio. Tenho a clareza de minha autocrítica e a plena consciência daquilo que é certo e do que é errado. Mas sinceramente tenho limites. A sua permissividade e a sua capacidade de não se impressionar diante do que ocorre me espantam”.

Como se vê, a palavra ficou com Requião, que já não pode usar o silêncio para se esconder.


Um comentário

  1. Cossaco
    quinta-feira, 1 de novembro de 2007 – 10:00 hs

    Palminhas claque, palminhas…

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