Mapa do crime | Fábio Campana

Mapa do crime

As oposições se reuniram ontem para avaliar a extensão e a profundidade da crise que assola o governo Requião desde a demissão do ex-procurador Geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda.

Todos concordaram com o líder tucano, Valdir Rossoni, que fez um exame do quadro e afirmou que nunca antes na história do Paraná um governo sofreu deterioração tão rápida.

“Só falta agora uma oposição firme na Assembléia Legislativa”, pediu Rossoni. A tarefa primeira de cada um dos dirigentes partidários será a de enquadrar seus deputados e exigir deles que tirem a capa governista e vistam a dos interesses sociais.

Um dos nomes mais citados como exemplo de despudorado adesismo foi o de Felipe Lucas, deputado do PPS que não esconde de ninguém que prefere a companhia de Roberto Requião à liderança de Rubens Bueno. Tanta lealdade ao Duce o colocou no rol de possíveis secretários de Saúde.

À tarde, Requião deu ordem unida à tropa. Exigiu moderação na burrice. Por exemplo: não devem os deputados da base de apoio sair em campo para colher assinaturas de convocação de CPIs para evitar que a CPI da Corrupção seja convocada.

Outra: as brigas internas não devem extravasar os limites da vida intestina. “Roupa suja se lava em casa”, bradava um militante das hostes proletário-corinthianas, nervoso com o que considera desgaste desnecessário. “O que a população não fica sabendo, não machuca o governo”, replicou seu par em momento acaciano.

O Mapa do Crime, designação das oposições para o relatório de desmandos e desvios no governo Requião, tende a se avolumar. E pensar que ainda faltam dois anos e meio de mandato de Requião, o que permite pensar que ele termine como uma das administrações pior avaliadas em todos os tempos.


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