Males de hoje | Fábio Campana

Males de hoje

Além das geadas e das pragas da lavoura não lembro quais eram os outros males que afligiam o Paraná na época de Bento Munhoz da Rocha.

Hoje, entretanto, é fácil perceber que todos os males da época seriam pequenos diante dos estragos que o Paraná sofre sob o governo Requião.

Sua última iniciativa é o tarifaço, como se decidiu chamar a alta de impostos, taxas e tarifas, única saída encontrada pelo governo para tentar sair do aperto de caixa em que se meteu.

O atual estado de coisas é resultado da sistemática aplicação da maneira populista e burocrática de ver e resolver os problemas do Paraná desde que Requião voltou ao poder.

Ao longo dos últimos cinco anos, o populismo de Requião criou programas de distribuição de benesses e ampliou a burocracia para abrigar os seguidores sempre ávidos por um cargo em comissão. Segundo o próprio governo, a folha do funcionalismo dobrou.

A máquina burocrática expandiu-se e agora é preciso sustentá-la. Se as secretarias, diretorias, repartições e departamentos são o corpo do monstro burocrático criado por Requião, sua alma são os regulamentos do chefe e as taxas e impostos o seu meio de vida.

Hoje, tudo prova que já temos burocracia demais para as nossas posses. Para sair desse atoleiro seria preciso desmontar, com rapidez, o mecanismo que multiplica contratações e aumenta a despesa de custeio. Requião prefere aumentar as fontes de renda para alimentar o monstro.

De resto, o governo se esforço para enfraquecer as instituições que poderiam lhe oferecer resistência e crítica. No momento, se dedica a fragilizar o Ministério Público, pois não se sente ameaçado pelo Legislativo, onde tem maioria submissa, ou pelo Judiciário, como costuma afirmar.

Texto publicado em O Estado do Paraná


2 comentários

  1. Cidadão
    quinta-feira, 22 de novembro de 2007 – 8:55 hs

    Que vida infeliz e desgraçada leva esse homem…

  2. jango
    quinta-feira, 22 de novembro de 2007 – 11:54 hs

    Bem, a máquina bur(r)ocrática dos nepotes, comissionados e pelegos de eleição funciona na base da queima do dinheiro público, graças ao povão bão de voto do Paraná. O Ministério Público, claudicante, ainda tem tempo e muito combustível para honrar suas prerrogativas, régios salários e calhamaços de leis. Esperemos um pouco. O Legislativo (salvo as exceções poucas) pela sua mediocridade e deslavada parceria com os ditames do Executivo (álias, Governador) deverá ser varrida da Assembléia se o povo do Paraná tiver um pouco de vergonha na cara e prezar o valor de seu voto, cujo o custo já assoma bilhões somente com o passivo das ações perdidas pelo governo contra o pedágio. A conta virá gente, mais dia menos dia ! Ninguém quer tirar isto a limpo ? Já o Judiciário, a passos de tartaruga, cheio de formalidades e prazos, como a confirmar a lógica de Zenão, o Eleata, tarda em julgar ações movidas contra o Estado, daí por certo o Governador não se sentir ameaçado, pois, quando julgadas as causas o Governo e sua tropa estarão muito longe e haverá sempre um Erário ou uma Viúva para pagar as contas. Temos esperança ?

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