CPI da Corrupção | Fábio Campana

CPI da Corrupção

A carta-bomba de Sérgio Botto de Lacerda provocou efeitos os mais diversos. Um deles é a criação, de uma vez por todas, da CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa. Quem está à frente desta real idéia-força é o deputado tucano, líder da oposição, Valdir Rossoni.

“É que o desgoverno de Requião ultrapassou todos os limites”, carimba Rossoni. Motivos para criar a CPI da Corrupção? “Muitos”, responde o tucano, que enumera alguns deles: a rede de tevês alaranjadas da Secretaria da Educação, balanços de 2006 sob suspeita, medicamentos excepcionais, aditivos da Pavibrás, gastos com publicidade, cargos em comissão, suspeitas na Ceasa, ONGs e Secretaria do Trabalho, gastos com cartão corporativo e outros.

“Precisa mais?”, pergunta Rossoni, que pretende mudar a placa de seu gabinete parlamentar para “Central de Denúncias”. “Todo dia recebo dossiês, relatórios, gravações e outros documentos que sugerem que este desgoverno Requião precisa ser investigado. Pelo bem do futuro do Paraná”, completa.

A carta-bomba de Botto foi a gota d’água, mas desde muito essa CPI da Corrupção era cozida em fogo, senão alto, brando até, mas consistente. “Quais as obras, reais, deste governo?”, questiona Rossoni. Ele mesmo responde: “Não quero ser leviano, mas até agora, e já estamos no segundo mandato consecutivo de Requião, o que mais se vê são suspeitas de corrupção, desvios e outras irregularidades”, dispara Rossoni. O parlamentar observa que Requião gosta de diminuir o governo “que o antecedeu”, mas, lembra o tucano, Lerner deixou uma série de obras, obras físicas, tanto imediatas como legados para o Estado.

E isso é o “calo” de Requião. “Ele, Requião, está legando apenas irregularidades. E uma série de bravatas, exibidas ao vivo pela tevê pública”, lamenta Rossoni.


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