Bate palminhas, bate II | Fábio Campana

Bate palminhas, bate II

Representantes da esquerda funcionária enviaram mensagem na qual se dizem indignados com as críticas que recebem nesta coluna porque batem palminhas para as bandalheiras e os excessos cesaristas do governador Requião.

Lembram os reclamantes que a direita funcionária também é grande e ativa no governo e nem por isso recebe críticas pela sabujice.

Ora, pois, não há porque criticar a direita funcionária no governo, até porque sempre foi da natureza dessa turma agradar o chefe para manter o cargo mesmo que isso signifique aprovar desmandos e corrupção.

O que ninguém esperava é que a moçada que outrora habitou o território da esquerda e clamava contra o autoritarismo e a corrupção, tenha se tornada apenas funcionária e se dedique a imitar e a se confundir com a direita, batendo palminhas e cometendo todo o tipo de bajulações para manter seus privilégios, que muitas vezes não passam de um cargo em comissão e algumas mordomias.

A esquerda não é esquerda porque assim se autoproclama. A prática continua sendo o critério da verdade e a prática da macacada de auditório da escolinha das terças é de matar de vergonha qualquer cidadão que tenha militado, por exemplo, na resistência ao regime fardado.

Essa esquerda de fachada tem uma utilidade para Requião, a de emprestar credibilidade ideológica para o Duce, como se ela representasse a tradição de luta e sacrifícios de milhares de militantes que se doaram por uma sociedade nova, mais justa, libertária.

Ora, pois, boa parte da esquerda paranaense foi cooptada e deixou de ser esquerda. Restaram yuppies de gosto duvidoso apaixonados por quem lhes dá emprego e prebendas e exige em troca apenas submissão e puxa-saquismo.


3 comentários

  1. Antonio
    sexta-feira, 23 de novembro de 2007 – 10:07 hs

    Não falo de um ou outro governo burguês, pois lá no fundo, debaixo do capitalismo, todos são iguais, pois a venalidade e a voracidade sobre o que é publico por parte dos mandatários é a mesma.
    O que diferencia de um “grupo de assalto” para o outro são as políticas aplicadas de acordo com o espectro ideológico vigente.

    Uns roubam aplicando os recursos no social e infra-estrutura outros com mais ganância e menos pudores já preferem faturar o jabaculé com tomada e aplicação das políticas neoliberais, mas no fim todos roubam os parcos recursos existentes.

  2. Idiota
    sexta-feira, 23 de novembro de 2007 – 10:32 hs

    A mediocridade dessa gente é de dar pena…

    Essa gente na iniciativa privada não duraria um mês, porque incompetência e bajulação não dão lucro!

  3. carla
    sexta-feira, 23 de novembro de 2007 – 12:35 hs

    Fabio Campana Otima ideia de um blog só para falar do Requião!!! Será que o povo do paraná lembra que vcs eram unha e carne?? Qual teta que vc perdeu querido??

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