Avestruz | Fábio Campana

Avestruz

A banda de Requião está à beira de um ataque de nervos. Ontem, o governador convocou os mais confiáveis e maduros para debater a crise.

A situação foi aberta pela resposta de Botto de Lacerda aos ataques que vinha sofrendo do grupo articulado por Benedito Pires, Delazaris e afins.

Estava tenso o governador. Lamentou os entreveros que desviam a atenção do distinto público de seus feitos para concentrar-lhe o interesse nas denúncias de corrupção.

A oposição não perde tempo. O boss do PPS, Rubens Bueno, convocou quatro presidente de partidos de oposição. Abelardo Lupion, do DEM, Osmar Dias, do PDT, Valdir Rossoni, do PSDB, Severino Araújo, do PSB, para uma reflexão sobre a crise em que se funda o governo Requião.

A responsabilidade das oposições, diz Bueno, é mostrar à sociedade os riscos que ela corre tendo um governo com tamanhas distorções como essas apontadas na carta do ex-Procurador geral do estado, Sérgio Botto de Lacerda.

Requião anda tiririca com os briguentos. Não é para menos. Depois do destampatório de Botto de Lacerda, depois da série de denúncias de corrupção, depois da briga interna, depois de tudo o serviço de informação do governo anunciou pesada bomba para a semana que vem. Assunto relacionado à Sanepar e que alcança assessores diretos do governador. Algo que pode caracterizar o revide. Aguardemos.

O certo é que Requião percebeu que as pendengas entre grupos e lacaios se acotovelando acabam lhe tirando o pouco que lhe resta de prestígio e popularidade, especialmente nos segmentos da sociedade mais afeitos à leitura e à reflexão.

De qualquer forma, a sociedade agora lhe cobra uma resposta e já não há como insistir na técnica do avestruz, a cabeça escondida e o resto exposto.


Um comentário

  1. caio brandao
    sexta-feira, 2 de novembro de 2007 – 11:38 hs

    Alvaro Dias, quando Governador,sempre teve à disposição um razoável estoque de corruptos. Vez por outra imolava um deles, em praça pública, com toda a pirotecnia possível. Assim, passou o mandato como caçador de corruptos e manteve alto o nível de credibilidade do seu Governo. Para Requião ainda há tempo. Se ele jogar à fogueira uns dois ou três colaboradores mais polêmicos e fizer um rodízio na administração, ainda pode dar ao eleitor a sensação de alma lavada. Requião não tem rabo preso e, portanto, pode chutar o dos outros com o vigor que os políticos costumam exibir quando se trata de salvar a própria pele.

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