Elma é inocente, diz Rasca Rodrigues | Fábio Campana

Elma é inocente, diz Rasca Rodrigues

Em resposta à nota “Elma no Hospital”, publicada neste blog na segunda-feira dia 26 de novembro, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues e o presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, enviaram o seguinte comunicado:

“Somos testemunhas da história política do Paraná nas últimas décadas, cada um cumprindo seu papel. A minha história é comprometida com a sociedade organizada, da qual participei ativamente em defesa do interesse público e das causas sociais, buscando aliá-la aos governos de causas progressistas dos quais fizemos parte, juntos.

Gostaria de esclarecer que a engenheira Elma foi designada por mim como interventora e cumpriu essa incumbência de modo firme, constituindo provas que afastou alguns servidores e suspendeu outros. Portanto, o ocorrido não tem nada a ver com as denúncias – genéricas e evasivas – oferecidas por ela no passado, quando, como técnica da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público, não conseguiu constituir provas a favor de suas propalações.

A corrupção ocorreu em seu período e não tem qualquer ligação com os demais técnicos do escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Ponta Grossa, já que a mesma foi praticada e coordenada pelo representante de uma Organização Não Governamental a quem ela confiara, auxiliado neste processo pelos policias ambientais que ela levou para fazer a gestão do IAP em Ponta Grossa.

Como ex-colega de turma, colega de profissão e do IAP durante décadas, tenho a convicção pessoal de que o esquema de corrupção que dizimou 36 mil araucárias nativas não esteve sob o comando de Elma. Acredito que ela tenha sido traída. Deve ter confiado em pessoas erradas. Portanto, rechaço qualquer ilação pessoal neste caso que envolve a minha instituição, a qual pertenço há mais de 20 anos.

De resto, camarada Fábio, coube-me sentir o cravejar da sua pena nas minhas costas.”

Além do secretário Rasca, o presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, e o presidente da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Darcy Deitos, como executores da política ambiental no Estado, também responderam à nota publicada no último dia 26.

Burko destacou que, “se existe corrupção no IAP, ela existe como em qualquer outra instituição humana. Mas no governo Requião se faz de tudo para que isso não aconteça e, se porventura acontecer, para que os envolvidos sejam responsabilizados. Também adianto que, a partir de agora, no IAP não se abre mais inquérito administrativo ou sindicância. Todas as desconfianças são notificadas diretamente à polícia para investigações.”

Já o presidente da Suderhsa, que como o secretário Rasca também participa da política ambiental do Paraná desde 2003, manifestou-se contra o denuncismo leviano. “Vivemos um momento delicado, chamado de ‘denuncismo em marcha’ – e isso é muito perigoso. Da forma como entendo o processo democrático, esse denuncismo que hoje está apregoado em todas as áreas enfraquece o sistema democrático. É fácil demais uma pessoa atacar outra por meio de denúncias vazias e anônimas. Esta definitivamente não é uma prática civilizatória.”


2 comentários

  1. Geonisio
    quinta-feira, 29 de novembro de 2007 – 9:04 hs

    Desde o primeiro dia em que a denúncia veio a tona saí em defesa de Elma Romanó. Jamais acreditei em nada do que foi denunciado. Para isto basta que qualquer pessoa a conheça pessoalmente. Pessoa correta, direita, que sempre se posicionou firmemente na defesa do meio ambiente e com os destinos do planeta. Lembro-me da primeira vez que procurei-a lá no IAP. Ela não estava, porém as pessoas que me atenderam já faziam comentários de que se tratava de uma “chata”. Tal pecha só consegui entender quando a conheci. Firme, clara em suas posições. Qualquer comentário que se fizesse acerca de se envolver dinheiro para qualquer finalidade, com ela esta pessoa não se criava. O ideal de conservação do meio ambiente sempre foi sua vida. Tenho acompanhado atentamente todos os episódios desta ARMAÇÃO que a envolveu . Sou testemunha de sua conduta. Convivi profissionalmente muitos dias com a Elma tendo inclusive frequentado sua casa e nunca vi em momento algum qualquer sinal de enriquecimento ilicíto.
    Pelo contrário todos nós devemos e muito a esta senhora pela sua luta constante na defesa de um mundo melhor.
    Sinto-me até mal em não poder fazer mais por sua defesa. Mas espero que a verdade um dia venha a tona para fazer justiça. É pena que o que fizeram com ela jamais poderá ser recuperado. É como se jogar um saco de penas do alto de um prédio. Nunca se conseguirá juntar todas as penas novamente.
    Só espero que ela nunca desista de continuar sua luta “inglória” pelo planeta e na defesa de mundo melhor para as pessoas que assim como eu, sou pai e avô.

  2. BicheiroR$180mil
    quinta-feira, 29 de novembro de 2007 – 14:25 hs

    E agora Sr. Delazari?

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