Tudo como está | Fábio Campana

Tudo como está

“Mudar alguma coisa para que tudo fique como está”. É o lema do príncipe de Salina adotado pelo governador Requião.

Sai Claudio Xavier da Secretaria da Saúde, fica em seu posto Gilberto Martin, que militou no movimento estudantil de Londrina nos anos 80 e formado médico pela UEL trabalhou em Cambé e ali virou prefeito.

Agora, os problemas que começam com a falta de dinheiro para a compra de remédios especiais, avançam pelas mortes por falta de UTI em Ponta Grossa, se enredam em denúncias sobre desvios de recursos para o combate à dengue.

Há mais. Falta verificar como foram projetados e licitados os 24 hospitais usados à exaustão na campanha eleitoral. Entre eles, o de Ponta Grossa, sobre o qual há uma interessante história de embargo e desembargo da licitação. Tudo bem gravado.

Martin é homem sério. Por mais que queiram enxovalhar seu currículo com a história de que ele recebia salários em duas fontes, a Secretaria de Estado e a municipal de Cambé, não há provas de que tenha se envolvido nos escândalos internos de corrupção nos últimos anos de governo Requião.

A Promotoria de Justiça de Ponta Grossa concluiu auditoria e apurou o número de mortes nos últimos anos no Sistema de Urgência e Emergência gerenciado pela Secretaria Estadual da Saúde.

Para que se tenha uma idéia, entre agosto de 2003 e setembro deste ano, a Promotoria contou 432 óbitos de pessoas que precisaram de internação de emergência. Só por falta de um leito de UTI foram 234 mortes.

O relatório constatou ainda que os pacientes que vieram a falecer esperaram em média 52 horas entre a solicitação de uma vaga no Sistema de Urgência e Emergência e a morte. Vamos ver o que Gilberto Martin faz sobre o assunto.


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