Segue o baile | Fábio Campana

Segue o baile

O confronto aberto entre o governo, através da ParanaPrevidência, e o Ministério Público, ganha novo cenário na semana que vem.

Na quarta-feira, o diretor-jurídico da ParanaPrevidência, Francisco Alpendre, e o promotor Luís Celso de Medeiros, passam por acareação na Comissão de Fiscalização da Assembléia.

A pendenga foi aberta quando a ParanaPrevidência decidiu rever as aposentadorias e benefícios dos membros do Ministério Público. Entre outras, salários acima do teto, isenções de imposto de renda e aditivos considerados irregulares.

O Ministério Público respondeu aos questionamentos e tentou demonstrar que as investigações ordenadas pelo governador Roberto Requião carregam consigo uma boa dose de vendeta contra os Procuradores que insistem em pegar no pé do governo, fazendo críticas ácidas ao nepotismo.

O imbróglio teve outro desdobramento depois da posse do ex-Procurador Geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, na presidência do Conselho. Passou ao foco principal a aposentadoria e a isenção do imposto de renda do Ouvidor Luiz Carlos Delazari. Este respondeu à denúncia dizendo se tratar de uma aleivosia motivada por ódios pessoais.

Para dar outra dimensão ao imbróglio e tirar o caráter pessoal da iniciativa, o conselheiro Geraldo Serathiuk propôs que todas as aposentadorias e isenções no âmbito da ParanaPrevidência sejam investigadas. Isso pode alcançar mais de 4.300 funcionários aposentados.

Antes de viajar para os Estados Unidos, o governador Requião não moveu um dedo para impedir a crise que alcançou um de seus secretários mais antigos, o ouvidor Delazari. Ao contrário, há noticias de seu empenho para que a briga continue na pauta, agora na Comissão de Fiscalização da Assembléia.


2 comentários

  1. Oliveira
    segunda-feira, 15 de outubro de 2007 – 10:06 hs

    Quer dizer então que temos mais de 4.300 funcionários aposentados sob suspeição de, fraudulentamente, terem traçado um plano para sonegar IR!
    Velhinhos sacanas, sem dúvida. Mas, convenhamos, também ousados e com um impressionante poder de convencimento, pois, forjando doenças e atestados, ludibriaram juntas médicas e altos funcionários das diversas instâncias (federais e estaduais) em que os procedimentos tramitaram.
    Só cometeram um erro: se disseram portadores de doença grave e ainda não morreram, o que, por si só, já é um forte indicativo da fraude cometida.
    A investigação proposta pelos representantes do executivo estadual, pois, deve ocorrer de imediato, a fim de que tudo fique apurado e saneado, suprindo-se, destarte, a omissão dos dois outros Poderes – Legislativo e Judiciário – e da própria Receita Federal.
    Conveniente, apenas, que, antes mesmo de ser oficialmente desencadeada a prometida investigação, seja divulgado o número de aposentados que, isentos do IR – e vivos, obviamente! -, estejam ocupando cargos nos três Poderes. Caso tenha algum no Executivo que seja sumariamente exonerado, propondo-se idêntica providência no Legislativo e no Judiciário.
    Todos os que pagam impostos podem, portanto, respirar aliviados. A quadrilha da 3ª idade está com os dias contados no Paraná!

  2. DIVINO
    segunda-feira, 15 de outubro de 2007 – 11:27 hs

    ENTENDO QUE HÁ BASE LEGAL PARA ISENÇÃO DO IR POR MOTIVO DE DOENÇA GRAVES OU DEGENERATIVAS, NÃO HÁ POR QUE GENERALIZAR OS 4300 APOSENTADOS COMO SACANAS, FRAUDADORES E QUADRILHEIROS DA TERCEIRA IDADE, ACREDITO QUE MUITOS NECESSITAM DESSES RECURSOS PARA CUSTEIO DE MEDICAMENTOS OU SERVIÇOS MÉDICOS, POR ESTE MOTIVO QUE DEVE HAVER O BENEFÍCIO, ACEITO APENAS O ARGUMENTO, DO COMENTARÍSTA OLIVEIRA, DE QUE SE SÃO PORTADORES DE MOLÉSTIAS INCAPACITANTES, NÃO DEVERIAM ESTAR OCUPANDO CARGOS PÚBLICOS, DEVERIAM SIM SER EXONERADOS E DEVERIAM ESTAR CUIDANDO DE SUAS SAÚDES.

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