Safrinha ruim | Fábio Campana

Safrinha ruim

O PMDB tem vários candidatos a prefeito de Curitiba, o que significa dizer que não tem nenhum que seja forte o suficiente para sobrepor a sua candidatura às demais.

Trata-se de uma safra tão fraca de lideranças que o partido tem procurado em arraiais alheios alguém que possa cumprir o papel de candidato com alguma dignidade eleitoral.

De seus quadros o PMDB não consegue destacar ninguém. Perdeu as últimas eleições em Curitiba, não tem representação condizente na Câmara, desarmou-se nos bairros ao transformar lideranças intermediárias em funcionários de cargo em comissão.

Há gente boa no rol de Requião. O reitor Carlos Moreira é um exemplo. Mas isso não significa que o reitor será um campeão de votos, até, porque, Requião não consegue transferir o apoio. Prova disso foi a votação pífia de seus irmãos quando disputaram a prefeitura.

Outro candidato é Rafael Greca da Macedo que anunciou seu desejo de disputar a indicação do PMDB na convenção da capital. Também é carta de outro baralho. Surgiu no aprisco de Jaime Lerner e nestes anos sob o guarda-sol de Requião não conseguiu reverter os prejuízos de imagem resultantes da mudança para o PMDB.

De resto, a tigrada da estrutura burocrática do partido, sempre disposta a manifestações de rua mas sem nenhum alcance significativo. Trata-se de uma geração liliputiana, uma geração, quando muito, de pequenos grandes homens.

A superação do PMDB é um sinal dos tempos. O élan, a força criadora (ou destruidora), o tropeção para a glória e para a História, terão de vir de gente nova, da geração de Beto Richa e Gleisi Hoffmann, que representarão as forças significativas na disputa do ano que vem. O PMDB deve participar na condição de coadjuvante.


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