Reforma necessária | Fábio Campana

Reforma necessária

Adesivo em carros que circulam em Curitiba expõe a frase “eu tenho vergonha dos políticos brasileiros” ao lado da bandeira nacional.

É pequena manifestação de repúdio que expressa sentimento mais amplo e profundo do que imaginam seus autores.

Basta conferir as pesquisas de opinião. Dizem elas que em todas as camadas sociais os políticos nativos são estigmatizados como responsáveis pelas mazelas que nos afligem.

O problema é que este sentimento se inspira na idéia falsa de que liquidada a política como arte do enriquecimento ilícito, do assalto ao Erário, todos terão direito à riqueza, ou seja, à felicidade. A sociedade se sente tolhida para a realização de um grande destino por uma vasta camarilha de políticos corruptos. Tão vasta a ponto de suscitar a impressão de que política é sinônimo de corrupção.

Trata-se de uma simplificação dos problemas. A precariedade da Nação, a imaturidade do país, o seu distanciamento de uma modernidade precipitada há mais de dois séculos pela revolução francesa, são dolorosamente flagrantes.

Se quisermos mudar o caráter de nossos governantes e a qualidade da representação teremos que realizar reforma política e mudanças no sistema eleitoral. Há uma pauta para essa discussão que parte de idéias muito simples.

A primeira é pôr fim ao voto obrigatório. A segunda é restabelecer o princípio de cada cabeça um voto. E, por último, instituir o voto distrital. Todas essas medidas privilegiariam a consciência sobre os currais.

Perguntem aos políticos se eles desejam a reforma no sistema que os elegeu. A resposta é autoexplicativa e acredito que suficiente para mobilizar consciências realmente interessadas em mudar o país e aproximá-lo da contemporaneidade do mundo.


Um comentário

  1. segunda-feira, 22 de outubro de 2007 – 8:50 hs

    Que vergonha a Gazeta do Povo desta segunda-feira (22). A coluna de Celso Nascimento que cobra a ausência de Beto Richa na convenção do PSDB não esstá disponível na internet. Ainda falam de independência. zé poeta

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