Pior é possível | Fábio Campana

Pior é possível

Ninguém acreditava, mas depois da exposição do diretor-geral da Fazenda, Nestor Bueno, sobre as contas públicas entre maio e agosto, ficou provado que o governo Requião neste primeiro ano de segundo mandato consecutivo é ainda pior que no ano anterior.

Para que se tenha uma idéia do pífio desempenho do governo estadual, houve 54,8% de redução nos investimentos em áreas consideradas essenciais.

Vamos aos exemplos colhidos pelo líder da oposição, Valdir Rossoni. “A assistência hospitalar e ambulatorial teve diminuição de recursos na ordem de R$ 589,6 milhões, ou 82,79% se comparado aos R$ 712,2 milhões empenhados em 2006″, observa Rossoni.

Outro. “A defesa sanitária animal teve redução de 99,71% em recursos. Foram empenhados apenas R$ 10 mil. Será que a febre aftosa não vai voltar? Será que o governo não aprendeu nada com os gigantescos prejuízos sofridos pelo Paraná em 2005 e 2006?”, questionou Rossoni.

Isso não é tudo. Durante a prestação de contas apresentada por Bueno, notou-se a incorporação do pagamento aos aposentados e pensionistas da Educação nos gastos da pasta — o que contraria norma do Tribunal de Contas, da Secretaria do Tesouro Nacional e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que determina que aposentados e pensionistas não sejam pagos com recursos da Educação.

Os dados do Dieese apontam investimentos de 34,58% em Educação. Mas se for descontado os gasto com aposentados e pensionistas o percentual seria reduzido para 26,76%, abaixo dos 30% estipulado por lei proposta pelo próprio governador Requião.

A receita do Estado para 2007 é de quase R$18 bilhões. Cerca de 60% deste valor já foi utilizado, totalizando quase R$ 11 bilhões. E tudo indica que tudo vai piorar.


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