Maus bofes | Fábio Campana

Maus bofes

Requião já não esconde de ninguém seus maus bofes diante do pífio desempenho do governo. Culpa, óbvio, os subordinados.

Poucos da equipe escaparam do julgamento negativo e da carraspana na última reunião do secretariado. Quem diz que reagiram? Baixaram a cabeça e, como é de costume, bateram palminhas.

O Duce desopilou. Só não foram detratados os irmãos, transformados por ele em cidadãos acima de qualquer suspeita, e os secretários que acabam de integrar a equipe, oriundos do PT. O resto apanhou.

Enio Verri, do Planejamento, e Walter Bianchini, são agora indicados pelo governador como exemplos de administradores. O resto está no purgatório.

Nem o vice, Orlando Pessuti, escapa às críticas de Requião. É considerado responsável, entre outras, pelo insucesso do programa da água e luz na madrugada para os pequenos agricultores. Depois de quatros percebeu que o plano não saiu do papel.

O que também não saiu do papel e fica guardado a sete chaves é o relatório da Ouvidoria sobre os desmandos na Ceasa. Outro motivo para Requião desancar o vice e considera-lo inapto para governar. A Pessuti Requião oferece uma única alternativa, a próxima vaga do Tribunal de Contas, para uma aposentadoria tranqüila. Mais não faz.

Dos sovados estão alguns que se acostumaram com as reações biliosas do chefe. É o caso de secretário de Saúde, Claudio Xavier, a quem Requião atribui enorme desgaste do governo. O caldo entornou porque Xavier devolveu dinheiro do governo federal porque não conseguiu usa-lo nos programas de saúde do Estado.

Há mais. Requião anda tiririca com o número de empresas de parentes ou agregados dos membros da cúpula do governo fazendo negócios no Estado sem a sua autorização.


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