Fadiga de material | Fábio Campana

Fadiga de material

Requião vive a alguns meses a síndrome que abalou a imagem de outros políticos nativos que insistiram em ficar no poder até a saturação.

Seu governo assumiu o aspecto de fim de feira já no primeiro ano deste segundo mandato consecutivo, mostram as pesquisas de opinião que indicam fadiga de material.

A série interminável de denúncias de corrupção, os desmandos, as irregularidades visíveis a olho nu e até mesmo o comportamento autoritário e conflituoso de Requião cansaram o distinto público que sentem engulhos quando ouvem falar de política no Paraná.

O longo período no poder afetou a imagem de outros políticos, entre eles, para citar os nativos, Jaime Lerner e Cassio Taniguchi. Mas nenhum deles resistiu à tentação de se reeleger para fruir as vantagens de ser governo.

Dizem os analistas da praça que Requião não percebe que carrega consigo as marcas dessa administração que acumulou desmandos. Na memória da população não há nenhuma obra importante, mostram as pesquisas.

Há, sim, a lembrança nítida da incapacidade na gestão da Secretaria de Saúde, que não conseguiu manter nem mesmo o fornecimento de remédios para enfermos de doenças especiais.

Outros desmandos ficaram na memória dos paranaenses. A lista é longa. Vai de denúncias de corrupção como os da Ceasa e da Secretaria de Obras aos aditivos pagos pela Sanepar.

Outra marca impressa na imagem do governador é a do autoritarismo. Para isso contribuiu o seu estilo atrabiliário, as suas imitações de Chávez da Venezuela, a insistência em transformar todos os assuntos em guerrinha pessoal.

O próprio governador expôs nesses anos essa imagem negativa através do uso intensivo que faz da televisão estatal para promoção pessoal.


Um comentário

  1. Rodrigo
    domingo, 14 de outubro de 2007 – 21:35 hs

    E com certeza a imagem do “duce” vai piorar.
    Essa briga com o Ministério Público não fará nenhum bem a sua saúde.
    É bem provável, ao contrário do que ocorreu no passado, que todas as denúncias contra sua administração sejam apuradas e levadas a público ainda durante sua gestão, e não após o término do mandato, como é de costume.

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