Em público | Fábio Campana

Em público

O tiroteio entre a Paranaprevidência e o Ministério Público não terminou. Aguardem. Essa pendenga promete capítulos emocionantes desde que Sérgio Botto de Lacerda assumiu a presidência do Conselho de Administração.

Primeira inovação: para irritação do MP, as atas e as reuniões da Paranaprevidência passam a ser públicas, como, aliás, foram as da última sexta-feira. Para que tudo venha à tona, sem intermediários e sem dissimulações, diz Francisco Alpendre.

A idéia é essa, lavar a roupa suja em público. O Ministério Público não gostou. O Procurador Antonio César Cioffi de Moura, representante do MP no Conselho de Administração da Paranaprevidência, tentou proibir o Diretor Jurídico, Francisco Alpendre, de dar entrevistas e falar em nome da diretoria e da instituição sobre qualquer assunto ligado ao Ministério Público.

Perdeu. A proposta foi derrotada por unanimidade e causou espanto ao novo presidente do Conselho, Sérgio Botto de Lacerda. Que, aliás, estranhou também o uso de computador do órgão, com endereço eletrônico do governo do Estado, usado em horário de trabalho para enviar mensagem contra o diretor-jurídico da instituição.

Ora, pois, o procurador Antonio Moura deve estar de maus bofes, pois a direção da Paranaprevidência garante que ele terá de devolver os jetons que recebeu pela participação nas reuniões do Conselho de Administração nos últimos dois anos. Baseia-se no artigo 128 da Constituição mais o artigo 95, parágrafo único, inciso quarto, que vedam ao membro do MP exercer qualquer outra função salvo a do Magistério.

A punição não é pequena. O valor total que Moura teria de devolver é de R$ 30.340,75, caso tenha sucesso a ação judicial da Paranaprevidência contra ele.


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