Briga de bandos | Fábio Campana

Briga de bandos

Nestes dias, o governo de Roberto Requião proporciona cenas patéticas da briga interna entre os bandos que se digladiam pelo que ainda resta do botim.

São os tempos, diria Aníbal Curi. Sabia ele que em final de feira todos querem impor seus interesses antes que seja tarde demais.

Situações de decadência dão nisso. A censura da Tevê Educativa não permitiu que fosse ao ar o entrevero entre o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, e o marquetólogo Benedito Pires, secretário de Imprensa de Requião, no final da escolinha da última terça feira.

Barraco. Trocaram insultos e ameaças de socos e pontapés. Razões da pendenga. Samuel Gomes não faz parte do grupo que acredita que governa o governo Requião. Por isso mesmo não tem direito a ração de divulgação controlada pela Agência de Notícias dirigida por Benedito Pires.

Outra. Esta mais séria pelos motivos e pelos personagens que envolve. Os membros do mesmo grupo estão de maus bofes porque o ex-Procurador Geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, se negou a atender em sua casa a expedição comandada pelo caçula Maurício Requião, que ali aportou para pedir que cessem as revisões da aposentadoria do Ouvidor Luís Carlos Delazari.

Botto, prático e correto, dispensou as alegações iniciais e encerrou a conversa esclarecendo que não há como mudar leis e procedimentos ao sabor dos interesses de cada qual. O acompanhante deputado Romanelli foi desconvidado e nem chegou a entrar.

Ora, pois, o governador Requião voltou de mais uma viagem à Nova Iorque e pediu a todos de sua imensa troupe que se comportem segundo manual de boas maneiras da casa, o que significa, antes de tudo, que ninguém de seu governo deve fazer o que ele faz.


Um comentário

  1. Paulo Francis & Cano
    sexta-feira, 19 de outubro de 2007 – 9:40 hs

    Terra em transe, reflexo dos delírios do Coisa Ruim

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