Botto na liça | Fábio Campana

Botto na liça

O presidente da ParanaPrevidência, José Maria Correia, revelou ontem que Sérgio Botto de Lacerda decidiu deixar as funções e missões que lhe foram delegadas pelo governador Requião.

A notícia foi comemorada com hurras e incontida emoção em gabinetes palacianos ocupados pelo time de desafetos do ex-Procurador Geral.

Botto, segundo a tigrada palaciana, enviou carta a Requião para expressar o que pensa sobre o governo e especialmente sobre o grupo que se atribui o papel de conduzir politicamente o governador. Imaginem os termos do desabafo.

A carta, garantem os alegres rapazes da banda palaciana, termina com pedido irrevogável de afastamento de todas as funções e missões que foram entregues a Botto de Lacerda por Requião, inclusive a presidência do Conselho de Administração da ParanaPrevidência.

Quem respira aliviado é o seu desafeto maior dentro do governo, o Ouvidor Luiz Carlos Delazari, que se viu em situação desconfortável desde que a ParanáPrevidência examinou sua aposentadoria como Procurador do Ministério Público com direito a isenção do imposto de renda.

Desde o primeiro período do governo, quando Botto de Lacerda advogou para Requião não ter seu mandato cassado, estabeleceu-se uma relação de confiança entre os dois. Essa proximidade sempre irritou outros membros da equipe. Entre outros o secretário de Imprensa, Benedito Pires, que se refere a Botto de Lacerda como “o câncer deste governo”.

Requião não se pronunciou sobre a carta de Botto de Lacerda e nada disse sobre a nova crise deflagrada pelo confronto entre Botto e seus desafetos, onde não faltam incidentes de espionagem, boataria e uma boa dose de ciumeira na disputa entre membros do governo pela atenção de Requião.


Um comentário

  1. Cossadinha
    quarta-feira, 31 de outubro de 2007 – 9:20 hs

    Será ele, o Boto, o Rasputin do Coisa Ruim?

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