Baixos teores | Fábio Campana

Baixos teores

Amanhã o PT encerra o prazo para inscrição de chapas que disputarão o diretório estadual. Três correntes se habilitam mas todos sabem quem tem a força no arraial de Paulo Bernardo.

A força hegemônica é a do Campo Majoritário, que hoje controla 75% do partido no Paraná. Tem na cabeça Gleisi Hoffmann e no comando dos fios o ministro Paulo Bernardo e seu escudeiro, o deputado André Vargas.

A segunda turma é a do Doutor Rosinha, Florisvaldo Fier, que soma ao seu time o que restou dos liderados do Padre Roque. Aliás, o Padre escafedeu-se sem deixar rastro desde o escândalo das ONGs na Secretaria do Trabalho.

Ninguém sabe, ninguém viu, Padre Roque foi tocar em outra freguesia. Seguro. Tranqüilo. O relatório que poderia incriminá-lo repousa em gaveta palaciana e, como diz a alminha parva, não se fala mais nisso para não dar munição para o inimigo.

A terceira corrente é a do deputado Tadeu Veneri, o dissidente que se mantém em oposição ferrenha ao governo estadual enquanto o restante do PT se entregou a Requião sem choro nem vela.

O candidato a presidente deste grupo é o vice-prefeito de Sarandi, o popular Zezinho. Luta para fazer número suficiente que garanta representação na direção.

Nenhuma preocupação nos palácios ou no Cangüiri. Está claro que a turma que engrossou o bloco de adeptos de Requião será vitoriosa no PT nativo.

André Vargas deixa a presidência após sete anos. Deve assumir algo na direção nacional caso o vencedor seja Ricardo Berzoini, de São Paulo. Mas certo mesmo é que será candidato a prefeito de Londrina. Sonho difícil de realizar. Londrina ameaça voltar para as mãos de Antonio Belinatti depois da passagem do PT pela prefeitura com Nedson Micheletti.


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