Vontade do Duce | Fábio Campana

Vontade do Duce

A ação Copel PNB caiu 5,41% ontem na Bolsa de Valores de São Paulo. Ou seja, despencou. Chegou a ser a ação com maior queda no dia de ontem, logo após o almoço.

Dizem os especialistas que a Bolsa só assimilou ontem o anúncio de Requião de que pretende usar a Copel para disputar a concessão de pedágio das rodovias federais do Paraná.

Ora, pois, o raciocínio é simples: a Copel é empresa de energia e estará mudando de objetivo e mercado ao entrar na disputa de pedágio como quer o governador. Além do quê, até as montarias do Cangüiri sabem que o objetivo da manobra é político, nessa guerra que Requião move contra as concessionárias atuais.

Outro aspecto que deixou gregos e baianos de cabelo em pé. A Copel fará sociedade com empreiteiras para entrar na disputa do pedágio. E será no papel de sócia minoritária.

Isso não é novidade e nem por isso justifica a iniciativa. A Copel participa de duas dezenas de empresas como sócia de empreendimentos que estão além da produção e distribuição de energia elétrica.

Essas experiências não foram boas ou lucrativas. Esta gestão chegou a desmontar seis empresas que considerou de fachada. A Copel era sócia minoritária do empreendimento e no mais das vezes ficava com as despesas e a sócia da iniciativa privada com os lucros.

Pode? Pode tudo e muito mais. Este governo tem folgada maioria na Assembléia Legislativa e faz o que quer, inclusive transformar o plenário em comissão geral para apressar a consecução de seus objetivos. É a vontade do chefe.

A oposição é mirrada. Fracativa. Tanto é assim que os liderados de Luiz Cláudio Romanelli nem se dão ao trabalho de responder aos estridentes protestos de deputados como Valdir Rossoni e Élio Rusch, que resistem, apesar de tudo.


Um comentário

  1. jango
    terça-feira, 18 de setembro de 2007 – 11:05 hs

    Fabio, como você noticia acima as experiências anteriores de sociedade da COPEL não são boas. O só fato da COPEL ser inserida nesta aventura fez suas ações baixarem. Já temos um passivo com a pedágio estadual de bilhooões, em ações judiciais perdidas. Tudo isso noticiado à farta pela mídia. O pedágio “ou abaixa ou acaba”, após estas intentonas judiciárias “fica e o povo paga o passivo”. O voto do povão do Paraná já está custando bilhooões ao erário ! E as chamadas autoridades controladoras do poder público, cheias de prerrogativas, poderes, leis e régios salários não se interessam em apurar este rombo e coibir preventivamente esta nova aventura do PedágioBuster do Iguaçú ? Há alguma coisa podre neste reino de autoridades e não são os ilustres deputados Rossoni e Rusch !

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