Salvador da lavoura | Fábio Campana

Salvador da lavoura

Há, no PMDB, um grupo considerável de entusiastas da idéia de transformar Alvaro Dias em salvador da lavoura dos nepotes e assemelhados quando encerrado o ciclo Requião em 2010.

Por eles, Alvaro desembarca no PMDB no ano que vem. De malas, bagagens, Gradia e Cia. E assume a liderança do partido e da rapaziada que está morrendo de medo de perder benesses, prebendas, sinecuras e coisas mais.

Pensa a tigrada que antes de reingressar no PMDB, Alvaro deve criar todos os constrangimentos possíveis dentro do tucanato, especialmente para Beto Richa, seu provável adversário na disputa do governo.

Alvaro Dias não declarou se pretende ou não ceder ao assédio da chamada corja. Recebeu sinais de Stênio Jacob e de Eduardo Requião, que se sentiram estimulados a continuar as tratativas. Os meninos do DIP já pensaram até na frase de Requião no momento de receber Alvaro no PMDB: “Ele nunca deveria ter saído”.

E onde fica o entendimento entre Requião e o PT de Paulo Bernardo? Ora, pois, agora o Duce tem alternativa para pensar na sucessão tranqüila e numa eleição sem despesas.

É tamanho o desespero de alguns setores do governo de se verem apeados e sem emprego que a esquerda funcionária já ensaiou até alguns raciocínios sobre as origens de esquerda de Alvaro Dias e sua competência para guia do proletariado.

Assim é a experiência política nesta área úmida do planeta e nada deve surpreender ao cidadão que assiste ao pobre espetáculo e a seus piores atores. Que fazer? A experiência, conforme ensina o Conselheiro Acácio e conforme se pode ver da política nativa destes últimos dias consiste de acertos e erros, vitórias, derrotas, espertezas e tolices diversas. A sabedoria vem depois, quando vem.


Um comentário

  1. Sergio Vasquez
    sábado, 15 de setembro de 2007 – 9:53 hs

    Digite seu comentário aqui.
    Analise bem consistente. Se correta vai desmontar mais ainda PMDB.

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