Rolo do Requião | Fábio Campana

Rolo do Requião

O rolo compressor dirigido pelo deputado Luiz Cláudio Romanelli passou por cima de tudo e de todos e completou o dia de Requião.

A maioria governista aprovou a criação da empresa que tem a Copel como sócia para explorar concessões de pedágio. Nove de cada dez especialistas na área consideram a nova empresa uma aberração.

O governo não está preocupado com a opinião de especialistas. Muito menos com o que pensa a oposição. O importante é tocar o barco, como diz o filósofo acaciano da turma.

A maioria de Requião tem de tudo. Dos antigos defensores do regime militar a esquerda agregada, onde não faltam os deputados do PT. Entre uns e outros, esqueçam posições, princípios, ideologia, a tigrada não quer outra coisa que não seja estar com o governo e desfrutar das benesses que isso oferece.

A raquítica oposição fez o que pôde para manter a dignidade. Brigou até o fim. Quixotesco. Sabia, de antemão, que perderia mais essa.

A título de recado para as gerações futuras, a oposição, liderada por Valdir Rossoni, propôs emenda ao projeto atribuindo eventuais danos ao erário ao governador Roberto Requião. Desse algo errado, como sói acontecer em decisões arbitrárias empurradas goela abaixo do Legislativo, o Duce pagaria o pato. Óbvio, não passou.

Outra tentativa malograda da oposição foi suprimir o artigo 3º, que permite a cessão de funcionários do Estado para a nova empresa. Morreu na praia.


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