Requião é uma tese | Fábio Campana

Requião é uma tese

Um estudante que faz especialização em psicologia social, leitor de Vigotsky e Luria, elabora tese, ou dissertação, sobre a personalidade do governador Requião.

A pesquisa, garante o moço, é profunda. Recupera as origens do Duce. Esmiúça os passos dos ancestrais do bolivariano do Cangüiri. E deve incluir o declínio deste político que simpatiza com jeans e tons azuis. O título provisório? Homo ruralis.

O futuro psicólogo observa que o hábito de cavalgar não deve ser desprezado. Ao contrário. “Ninguém cavalga no asfalto”, comenta o estudante que sonha traduzir o Duce em discurso acadêmico.

A tese sobre Requião pretende provar que o gosto por cavalos define a personalidade do estadista “por acaso”, como o classifica Luís Geraldo Mazza. “Ele cavalga porque pensa que é um Napoleão”, esclarece.

Tudo precisa ser analisado. “O fato de Requião circular pelo interior do Estado merece atenção”, pontua o estudante. O Duce tem inaugurado programas em cidades paranaenses longe de Curitiba. “A vocação de quem gosta de cavalgar é estar perto de locais não-urbanos”, comenta. Será que o moço tem razão?

“Requião não é urbano, não é contemporâneo deste mundo. Mais que isso. É preciso salientar que o estilo de ser de Requião não tem mais futuro. O Requião só tem passado. Isso ele tem. Daqui pra frente, serão apenas ruínas”, dispara.

É esperar pra ver no que a tese vai dar. “Faltam menos de três anos para o fim deste que parece ser o derradeiro momento de Requião no poder”, analisa o estudante.

Quem mais treme? O Duce? Que nada. São os áulicos, a esquerda funcionária e a parentela que nem podem ouvir falar em vida fora do poder.


5 comentários

  1. jango
    sábado, 8 de setembro de 2007 – 11:24 hs

    Interessante, o estilo é o homem, dizia Buffon; no caso, o estilo é o homem-cavalo. Avanço a hipótese do Centauro do Iguaçu. O centauro é um animal fabuloso, metade homem, metade cavalo, personificação das forças naturais desenfreadas, quase sempre associado a episódios de barbárie; as representações primitivas dos centauros os mostram como homens aos quais se acrescentava a metade posterior de um cavalo; mais tarde, para realçar seu caráter bestial, só o busto era humano. Que tal ? O Centauro do Iguaçu pagará pedágio nos seus périplos pelos planaltos paranaenses ou não ?

  2. shirley
    domingo, 9 de setembro de 2007 – 1:34 hs

    Quanta babaquice.
    Requião está melhor do que sempre esteve, está no auge… E seu futuro é ainda melhor.
    O Palácio do Planalto é o seu futuro.

  3. appaloosa
    domingo, 9 de setembro de 2007 – 14:47 hs

    Agora mais essa! Já não chega o Campana especialista em viver da vida do nosso governador, não fica um dia sem ele, não consegue deixar de pensar nele, de falar dele, elogiar e, atualmente, criticar; agora tem outro pretenso phd em Requião!

  4. Carlos Barreiro Neto
    segunda-feira, 10 de setembro de 2007 – 17:20 hs

    Discordo dos comentários acina. Mas tornando-os irrefutáveis:

    Pelo menos ele não pediu o emprego para o governador. Não está em nenhum cabide de família nem em cargo desnecessário e mal ocupado. Está ganhando a vida do jeito que bem quer, sem baixar a cabeça quando Requião passa.

    Tornando novamente minha discordância o primeiro plano:

    Ele vive de fatos. Contra fatos não há argumentos.
    Se Requião é a grande e obesa fonte de acontecimentos esdrúxulos, azar.

  5. J. Batista
    terça-feira, 11 de setembro de 2007 – 9:59 hs

    Digite seu comentário aqui.
    Sabem, acho que a idéia do centauro é perfeita.
    Este governador me parece mais folcórico que Arnold na Califórnia ou Reagan no passado do Tio Sam.
    Essa coisa de cavelgar é com certeza a prova da insanidade psiquica do governador.
    Suas psicoses são clássicas, fáceis de compreender.
    Mais tudo tem um fim.
    Agauardemos.

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