Pois, pois | Fábio Campana

Pois, pois

 Talvez Requião tenha alguma razão sobre o que diz do Ministério Público. Afinal, nossos procuradores não se mostraram atentos e interessados em irregularidades gravíssimas apontadas na Paranáprevidência.

Um exemplo gritante. O escritório Prevsul, diz um relatório do Tribunal de Contas que circula no Ministério Público, faz consultoria previdenciária. Faz mais. Faz a contabilidade e também audita as contas da Paranáprevidência, o que é uma fórmula interessante de cuidar do assunto. Juristas consideraram o esquema uma contribuição incrível do governo Requião a administração pública.

Segundo o que consta em relatório que aportou no gabinete do deputado Valdir Rossoni, a PrevSul andou prestando contas de seus serviços com notas fiscais frias. Pior. Tentou consertar o desvio fazendo denúncia espontânea da falta de pagamento de impostos sobre essas notas e depois as substituiu, com anuência do diretor financeiro da Paranáprevidência, que deu o assunto por encerrado. Outra contribuição de Requião a administração.

O Ministério Público também não observou a contratação do escritório Nantes e Rodrigues Advogados Associados, no processo 8454253/05, dispensado de licitação segundo um parecer da atual procuradora do Estado, Jozelia Broliani, contra o parecer do secretário da Fazenda, Heron Arzua.

Pois, pois, o escritório de Nantes e Rodrigues foi contratado para levantar o quanto o Estado recebeu a menos da taxa de royalties de Itaipu, dinheiro usado para constituir a Paranáprevidência. O escritório Nantes e Rodrigues ganhou a causa e provou que Itaipu deve ao Estado, resta saber se o dinheiro vai para o Tesouro ou para a Paranáprevidência. Uma coisa é certa, os honorários advocatícios têm dono e não são de somenos.

Assim caminha a humanidade e fica claro que o Ministério Público deve ser mais rigoroso quando fiscaliza o governo. Denúncia não falta.


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