O PPS na decisão | Fábio Campana

O PPS na decisão

Aqueceu a disputa de Curitiba. O prefeito Beto Richa decidiu se empenhar para vencer no primeiro turno e evitar o confronto direto com um único candidato das oposições.

A iniciativa mais importante para acumular forças foi a conversa com o pessoal do PPS de Rubens Bueno, que em todas as pesquisas aparece com cerca de 10% das intenções de voto para prefeito da capital.

Ou seja, se Bueno desistir de mais uma aventura e compreender que pode contribuir decisivamente para a derrota da aliança entre o PT e Requião, as chances de Richa vencer na primeira rodada aumentam significativamente.

O apoio de Rubens, portanto, é mais importante para Richa no primeiro turno do que num eventual segundo. No PPS, a rapaziada cansada de ficar na planície aguardando nova oportunidade para Rubens Bueno, está disposta a caminhar com Richa.

O PT de Gleisi Hoffmann sabe que dificilmente poderá vencer no primeiro turno. Por isso aposta todas as suas fichas na segunda rodada e pede aos aliados que lancem candidatos e forcem a barra para impedir uma vitória imediata de Beto Richa.

O problema é que o PMDB não tem candidatos fortes. O reitor Carlos Moreira é o melhor de que dispõe. Rafael greca de Macedo foi uma esperança, que gorou com seus tropeços judiciais.

Agora, Requião tenta convencer o deputado Carlos Simões, do PR, a sair candidato para atrapalhar Beto Richa. Outros que ainda são lembrados para a mesma tarefa são Fábio Camargo, Ratinho Junior, Osmar Bertoldi e outros menos votados.

Há, também, a esperança de que o PDT lance um candidato, que poderia ser o empresário de educação á distância, Wilson Picler, da seara de Osmar Dias. Mas tudo deixa de ter sentido se o PPS de Rubens Bueno apoiar Beto Richa desde já.


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