O calote e a quebra | Fábio Campana

O calote e a quebra

O aumento do funcionalismo era balela. O fim do pedágio foi apenas promessa de campanha que jamais se realizou. O combate à corrupção parou por ordem de quem preferiu engavetar as denúncias de desvios na Sanepar, na Ceasa e em secretarias do Estado.

Ou seja, estão empanturrando a gente de mentiras. Estes nossos governantes sempre mentiram muito, mas agora atingem o sublime sob os aplausos de burguesotes, remediados e os representantes da esquerda funcionaria, que compõe este governo.

Talvez se trate do resultado de uma feliz combinação de cabeças criativas com almas caridosas, selada com o intuito de dar alegria aos pobres barnabés que recebem salários defasados.

O pessoal não brinca em serviço. Disse que tinha a solução dos problemas no bolso do colete ao mesmo tempo em que, vasculhando o fundo do cofre , achou vento estagnado.

Sabem por que o governo dá esse calote? Simples, senhores, o Estado está quebrado. A arrecadação em todo o interior do Paraná caiu de tal forma que desmente toda essa balela de prosperidade e sucesso dos marqueteiros do rei.

Para que se tenha uma idéia, Curitiba sozinha já é responsável por cerca de 40% da arrecadação de ICMS. Prova provada que a economia vai mal, muito mal, por mais que o Duce, Naná e o Nhônho digam o contrário. E quem paga o pato são os funcionários, convocados a apertar os cintos em favor de uma política fiscal que foi para o brejo.

Há quem pergunte aos seus exauridos botões até que ponto se justifica a mentira das autoridades que só pensam em permanecer sentados em suas poderosas cadeiras giratórias e em empurrar problemas com a barriga, graças a um simples movimento dos calcanhares, bem plantados sobre o chão acarpetado.


Um comentário

  1. jango
    segunda-feira, 3 de setembro de 2007 – 16:27 hs

    Mas tem servifdores que já estão com os bolsos cheios desde agosto/2006, com lei editada durante o período eleitoral ….

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