Nhônho, Naná e o PT | Fábio Campana

Nhônho, Naná e o PT

Cultiva-se em algumas hortas da esquerda desta paróquia a crença de que o PT pode tornar-se hegemônico na política nativa a partir de 2010.

Quem aposta nisso são os estrategistas do Canguiri. Eles acreditam que o Campo Majoritário, corrente do PT que domina o partido no Estado, tomará conta da política paranaense.

Pelo raciocínio dessa tigrada que se dá ares de cientista político, a turma de André Vargas herdaria o trono de Requião, que prefere ministro Paulo Bernardo a alguém de seu próprio time para sucedê-lo.

Este arranjo, que tem cláusulas pétreas de proteção aos nepotes de Requião, estaria em curso. Já teriam sido negociadas, por exemplo, as sobrevivências funcionais tanto de Eduardo, quanto de Maurício, que é carinhosamente chamado de Nhônho nessas rodas do Centro Cívico.

Não imaginem que é um desacato. É o apelido aplicado pela semelhança que Maurício tem com um personagem do Chaves, não o presidente da Venezuela, mas o cômico mexicano. Nhônho é aquele aluno gordote que usa suspensórios e vive chorando o leite derramado.

Por esse acordo, o PMDB de Renato Adur e Orlando pessuti fica a beira do caminho. Ou melhor. O PMDB das antigas é barrado na festa, pois quando muito o PT deverá ceder alguns cargos de segunda linha na administração petista para a turma da esquerda funcionária, essa que não vive sem uma prebenda.

Assim caminha a humanidade. É claro que Requião e o PT não combinaram tudo isso com a oposição e muito menos com os eleitores, mesmo assim o entusiasmo da moçada é grande.

Nesse acordo, Requião teria além de sinecuras para a família e agregados mais carentes, o apoio para se eleger senador, pois no PT ninguém acredita na candidatura do Duce para suceder Lula.


2 comentários

  1. domingo, 2 de setembro de 2007 – 11:58 hs

    Não sei se existe isto tudo. Parece mais uma projeção do que algo concreto. De qualquer forma, escrevo para dar-lhe os parabéns pelo seu novo blog!

  2. jango
    domingo, 2 de setembro de 2007 – 20:11 hs

    Eis o realismo neo-esquerdista da República do Pinochaves do Iguaçu: primeiro, o meu, depois os meus, e em seguida as bombas de feito retardado dos passivos de pedágio, aditivos, ações judiciais perdidas, etc. a serem pagas pelo erário, vale dizer, pelo dinheiro do povo paranaense.

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