Meu querido pônei | Fábio Campana

Meu querido pônei

Na década de 80 tinha um desenho inspirado em eqüinos mágicos. Meu pequeno pônei contava a história de pôneis mágicos que viviam no Vale dos Sonhos. Perversos vilões ameaçavam os cavalinhos.

Pois não é que tem quem defina a Era Requião como a Era Meu querido pônei. Por quê?, perguntam os que não entendem a comparação. Há quem diga que o gosto de Requião por cavalos só podia mesmo gerar essa comparação: Meu querido pônei .

O Vale dos Sonhos, onde os eqüinos mágicos (metade pégassus, metade unicórnios) viviam, pode ser a redoma onde Requião & assemelhados, cavalinhos e áulicos (a esquerda funcionária) habitam. Universo descolado da realidade. Vale dos Sonhos. Mordomias. Local à prova de críticas, imune aos males do mundo, protegido pela segurança oficial e pela negação daquilo que não convém saber.

Na Poneilândia, a dos queridos pôneis, viviam os irmãos Megan, Danny e Molly. Na Poneilândia deste Paraná requiônico vivem confortavelmente BobRec, Nhônho e Naná.

No Vale dos Sonhos perversos vilões ameaçavam os queridos pôneis. Nesta Poneilândia mais do que contemporânea alguns males ameaçam Bob, Nhônho e Naná. Transgênicos, pedágio, neoliberalismo, escândalos na Sanepar, Ceasa, Secretaria de Obras etc. etc. etc.

            E o que fazem os habitantes da Poneilândia atual? Roberto cavalga no Cangüiri, xinga desafetos ao vivo na tevê oficial e passeia pelo Estado. Nhônho dança o Chá chá chá. E Naná navega em águas turvas.

Meu querido pônei, dizem os analistas, é a mais perfeita tradução disto que vai ficar para a história como a Era Requião.

(Meu querido pônei era um desenho infantil). 


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