Maria Candelária | Fábio Campana

Maria Candelária

A tigrada que se atribui o papel de núcleo duro do governo não deixa por menos, quer levar o deputado Tadeu Veneri, do PT, à Comissão de Ética para enquadrá-lo com a ameaça de cassação do mandato.

A justificativa é a suposta falsificação de assinatura para a apresentação do projeto de emenda constitucional que propõe o fim do nepotismo nesta área do planeta. Todos sabem, é costume nestas bandas presentear os parentes com cargos públicos, especialmente os que demonstraram incapacidade na vida privada.

Algo assim como tornar secretário de Estado o frustrado vendedor de batatas recheadas. Tudo bem, dizem as almas parvas que cercam Requião, insistentes na tese de que o nepotismo é um mal menor e que deve ser suportado com resignação pelos nativos.

É tão extenso o nepotismo entranhado no governo do Paraná que a questão se transforma em problema de primeira grandeza para o governador e seus áulicos, todos temerosos de provocar um ataque de nervos nos nepotes que sofrem de neurastenia.

Incrível é pensar que o governador tem a seu favor uma troupe que se considera de esquerda e que está sempre pronta para bater palminhas para o chefe. Patético. Um desses próceres soturnos da esquerda funcionária acabou apelidado de Maria Candelária, pois lembra a personagem da antiga marchinha de carnaval que é alta funcionária e dá qualquer coisa para subir na vida.

Ora pois, é essa tigrada que quer cassar o mandato de Tadeu Veneri, do PT. Veneri é integrante de uma esquerda que não é funcionária. Deputado que por sua audácia e franqueza transformou-se em pedra no sapato dos nepotes, dos governantes e da tropa de áulicos que outro time do governo, mais pragmático, costuma chamar de “a corja”.


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