Insegurança pública | Fábio Campana

Insegurança pública

Toda segunda-feira, e hoje não é exceção, esta Tribuna traz o saldo das ações violentas que acontecem no final de semana. Melhor seria que não acontecessem tantos crimes. Mas acontecem. A imprensa divulga por dever de ofício. Tem quem prefira não ler. Mas, fato consumado, os fatos acontecem.

Tem quem se proteja por meio de oração. Outros mentalizam um mundo de paz. “O segredo”, best-seller mundial, sugere que todos pensem positivamente, a fim de atrair apenas coisas boas. “A lei da atração” entra em pauta. O que lhe parece?

E os governos? Não deveriam, também, até para mostrar que pensam de maneira positiva, tomar ações? A ação não é, óbvio ululante, resultado do pensamento?

A insegurança assusta sete em cada dez pessoas que habitam as grandes cidades. O temor de vir a ser a próxima vítima da violência urbana é o fantasma contemporâneo.

Curitiba sofre com a violência. Há um dado que incomoda e conforta. A guarda municipal, mantida pelo poder público municipal, atendeu 3.854 ocorrências no ano de 2004. Em 2005 esse número subiu para 13.528. Em 2006, 19.084. Até 19 de setembro já foram 17.132 ocorrências. É uma escalada. E pensar que brigas de ruas, problemas devido a excesso de ruídos não tem sido mais atendidos pela PM, e sim pela guarda municipal. E pensar que a segurança pública é de responsabilidade do Estado, e não do poder municipal.

Por que o governo do Estado omite o número de ocorrências?

Curioso, para não dizer perplexo, é o fato de que a PM, por exemplo, ainda não definiu a ocupação do Núcleo de Proteção ao Cidadão, na Praça Oswaldo Cruz, construído em parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o Shopping Curitiba. Justo ali onde ocorrem problemas, arrastões, em domingos cotidianos.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*