Fogo de todos os lados | Fábio Campana

Fogo de todos os lados

O Ministério Público que estoque provisões, pois a batalha pela verdade contra o governo Requião irá desdobrar-se em outros fronts.

Vai parar na Justiça, donde não deveria ter saído. Continuará na recém-criada “hora do MP”, o novo quadro do programa de auditório que Requião grava às terças-feiras. E terá desdobramentos na Assembléia Legislativa.

Nada errado os deputados estaduais investigarem irregularidades na concessão das aposentadorias do Executivo. O conflito surge, contudo, quando as cores partidárias sobrepõem-se ao interesse público.

Quando a Comissão de Fiscalização ouviu o diretor-jurídico da ParanáPrevidência, Francisco Alpendre, sobrou interessados. Quorum máximo. Com direito a presença extra dos deputados Luiz Cláudio Romanelli, Edgar Bueno e Dobrandino Gustavo da Silva.

Ontem, quando o diretor-jurídico do Ministério Público, Luiz Celso Medeiros, foi dar a sua versão dos fatos, o quorum na Comissão de Fiscalização era mínimo. A audiência começou com cinco deputados. Teve o seu fim antecipado com a saída prematura de Reni Pereira, Teruo Kato e Plauto Miró. Como dois deputados não fazem verão, Artagão Jr. e Jocelito Canto encerraram os trabalhos e dispensaram Medeiros. O diretor-jurídico do MP pulou na frigideira disposto a lutar. Levou documentos, preparou a defesa de cada acusação, mas falou para as paredes. O direito de defesa não lhe foi negado, mas anulado através de manobras regimentais.

Na próxima quarta-feira, quando a Comissão de Fiscalização marcar acareação entre os diretores-jurídicos do Ministério Público e da ParanáPrevidência, Requião terá ganho outra batalha em sua campanha de execração do MP e desmonte das instituições do Estado.


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