Efeito Dominó | Fábio Campana

Efeito Dominó

O Brasil conhece o “Risco Requião”. É o temor de empresários brasileiros e estrangeiros em investir no Paraná e passar a sofrer com os destemperos do Duce, habituado a romper contratos.

Pois aquilo que chamam de “Risco Requião” também passa a se chamar de “Efeito Dominó”. Expressa o jeito de ser, estar e agir do governador. O nome-piada faz referência ao grupo que recupera na Justiça a participação acionária na direção da Sanepar.

O deputado Élio Rusch, do DEM, anuncia um desastre em curso. “É crônica de uma morte anunciada”, diz. A morte anunciada é a do caixa do governo estadual. “Afinal, o Requião está ficando famoso por perder todas as bolas divididas nas quais tem entrado”, carimba Rusch.

“A lista é longa. Exemplos: UEG Araucária, Consórcio Dominó, Concessionárias de pedágio, Pavibrás, por aí vai”, enumera Rusch.

De acordo com o deputado, outras derrotas na Justiça são previsíveis e devem reescrever a história de Requião. Mais exemplos: transgênicos, Syngenta, Porto de Paranaguá.

“O passivo que o governo vai deixar é gigante”, indigna-se Rusch. O deputado do DEM teme que os empresários como um todo, a exemplo de uns casos isolados, não queiram mais investir no Paraná, tamanha é a sensação de desconforto que o estilo Requião provoca.

“Você só aplica onde é bem recebido. Hoje, qual empresário em sã consciência vai querer investir no Paraná?”, pergunta Rusch.

Valdir Rossoni, por exemplo, transferiu seus investimentos para Santa Catarina. E por falar no vizinho, os portos catarinenses recebem cada vez mais fluxos de contêineres. E deve ser inaugurado mais um porto, em Itapoá. Paranaguá, como vai?


2 comentários

  1. Olávio Mendes
    sexta-feira, 28 de setembro de 2007 – 14:59 hs

    Perder investimentos por causa do comportamento e tempero do governador é perda de voto. Perda de tempo e dinheiro. E tempo para o governador não é dinheiro, é só algo que atrapalha a duração do mandato.

  2. jango
    sexta-feira, 28 de setembro de 2007 – 18:49 hs

    Tomemos só o “efeito dominó” do passivo das ações perdidas pelo Estado contra o pedágio, já estimado em bilhõooooes de reais, conforme noticiado pela midia. Quem orientou tamanho desastre ? Quem vai responder pelo rombo causado ao erário ? As autoridades de controle público, cheias de prerrogativas, régios salários, código, leis e normas à beira da revogação por falta de uso, não vão querer apurar as responsabilidades ? E o povão bão de voto do Paraná, tá aí ligado ou vai esperar a conta ?

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