Deputados na liça | Fábio Campana

Deputados na liça

Ser deputado muitas vezes é apenas um trampolim para o executivo. Muitos buscam uma cadeira no parlamento apenas para disputar a cadeira de prefeito.

Nestas paragens úmidas e meridionais do planeta, especialmente nas grandes cidades, isso é quase regra. Vamos aos candidatos:

Em Foz do Iguaçu, três deputados estaduais já estão em campanha. Dobrandino Silva, PMDB, Reni Pereira, PSB, e Chico Noroeste, PR, só pensam em 2008. Mas terão um adversário comum, o atual prefeito, Paulo Mac Donald, PDT, que faz de tudo para continuar no posto. Promete até iluminação noturna para as Cataratas do Iguaçu.

E Ponta Grossa? Quatro deputados da região também lutam pela prefeitura. São eles: Plauto Miró, PSDB, Jocelito Canto, PTB, Marcelo Rangel, PPS, e Péricles de Mello, PT. Na Assembléia, quando um pede a palavra, os outros vão atrás. Na hora. Legislar? “Que nada”, esclarecem observadores estacionados no Centro Cívico. O quarteto dos Campos Gerais dá até bom dia de olho na prefeitura.

Londrina, a vermelha, da terra roxa e do petismo, também é território disputado por deputados que sonham com a prefeitura. Os federais Luiz Carlos Hauly, PSDB, André Vargas, PT, Barbosa Neto, PDT, se engalfinham há muito. Sem falar no estadual Antonio Carlos Belinati, PP, ex-prefeito que ensaia um retorno ao executivo.

E Curitiba? Bom, na capital o jogo é bruto. Tem outras regras. A novidade Gleisi Hoffmann, o persistente Rubens Bueno, o sonhador Carlos Simões, o candidato de Requião e outros terão muito trabalho para peitar Beto Richa que, todas as pesquisas apontam, vai bem, muito bem, com chances reais de vencer no primeiro turno.


Um comentário

  1. jango
    segunda-feira, 1 de outubro de 2007 – 14:10 hs

    Sugestão de Projeto de Lei de Emenda Constitucional por iniciativa popular:

    Art. 1º – O parlamentar, em qualquer nível de Poder da República, deve cumprir o mandato para o qual for eleito, salvo se punido por falta ao decoro.

    Paragrafo único – Se, durante o mandato, vier a exercer função em outro Poder da República, perde o mandato e fica inelegível por duas legislaturas.

    Art. 2º – Revogam-se todas as disposições em contrário.

    Justificativa: O povo, mediante este projeto de lei, está se conscientizando de que seu voto merece respeito. O voto não pode ser trampolim para oportunistas que se elegem com mil promessas e só cumprem uma, a que lhe dá vantagem, entre elas, a de fazer “carreira” como político e ficar pulando do Legislativo para o Executivo, e vice versa, conforme as conveniências próprias e a ocasião dos pleitos eleitorais. Nesse desiderato o erário público (vale dizer, o dinheiro publico) é obliquamente utilizado em benefício de pretensos “candidatos”. Entende-se que o mandato deve ser exercido conforme disputado na eleição. Se o cidadão/cidadã não honra o voto que lhe foi conferido, não deve manter o mandato para o qual foi eleito/a e desertou em troca de outro cargo público. é um novo tipo de “toma lá, dá cá”, mas em benefício do povo: o povo deu, o eleito não honrou o mandato, o povo tirou. Pedimos regime de urgência em face dos descalabros já cometidos segundo a sistemática vigente.

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