Chamem o síndico | Fábio Campana

Chamem o síndico

É de desconfiar, convenhamos. Falou-se demais durante o final de semana sobre o governo Requião disputar a concessão de rodovias federais em território paranaense. Sobrou opinião a respeito do caça-pedágios empossado governador dessas paragens resolver ele mesmo ter as suas praças de pedágio, através da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e do arrimo jurídico das parcerias público-privadas.

Recuperemos a incompreensão do deputado estadual Elio Rusch (DEM), a fim de clarear o assunto. Ele, assim como nós, não compreende o interesse do governo Requião em disputar licitação para administrar rodovias. “Se o Requião quer entrar em licitação, ele deveria antes conhecer as rodovias estaduais da região Oeste. Se ele, Requião, não sabe, ele que saiba por esta coluna: as rodovias da região Oeste estão todas esburacadas, um caos, parece que caíram bombas, parece uma guerra”, reclama Rusch.

Escutar os mais experientes, recomendavam as nossas avós, nunca feriu ninguém. Ao contrário, só ajuda a demolir factóides montados pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do atual governo Requião.

Elio Rusch estranhou o interesse do governo do Paraná em entrar em licitação para administrar rodovias e cobrar pedágio. “Nem sei se isso é legal”, dispara. Rusch sugere que Requião converse com o amigo dele, o presidente Lula, e passe então a administrar todas as rodovias federais que cortam o Estado. “Da onde veio esse interesse em cobrar pedágio?”, pergunta Rusch.

Antes o Duce gritava: “ou baixa o pedágio, ou acaba o pedágio”. Hoje, mudou de time, enfraqueceram as convicções. Prefere disputar com as empreiteiras o direito de por preço no “ir e vir” da população que o elegeu.


2 comentários

  1. ALBERTO MELO VIANA
    segunda-feira, 17 de setembro de 2007 – 20:02 hs

    É isso aí Requião vamos cuidar do que é nosso. 1 REAL NELES!!!

  2. jango
    segunda-feira, 17 de setembro de 2007 – 20:59 hs

    De novo, o ilustre deputado Rusch tem justa preocupação. Por que mais esta intentona do PedágioBuster do Iguaçu ? Tudo estranhíssimo. Agora mesmo vi e ouvi na televisão que estabeleceram um procedimento de aprovação do projeto de lei de participação da COPEL sem ouvir as Comissões de Justiça, de Finanças, etc. Justificativa, do deputado Romanelli: seria para “proteger” a participação da empresa COPEL no certame. Proteger e/ou possibilitar também a participação de “outras” empresas nesta aventura, empresas estas de curiosa composição, segundo notícia do jornal Gazeta do Povo. A legalidade, a legitimidade e o interesse público, ao não passar o tal projeto de lei pelas Comissões, seriam, no mínimo, apreciado perfunctóriamente, se tanto. É lamentável este estado de coisas. Já temos um passivo ocasionado ao erário público (segundo notícia da mídia assoma bilhões, com ações judiciais perdidas) mais esta caça-ao-pedágio federal, de suspeitável risco. É preciso coibir este intento e também levantar o montante real do passivo já causado com as ações judiciais perdidas, pois, o que era na campanha “o pedágio abaixa, ou acaba”, agora é “o pedágio fica, e o povo paga o passivo”. Ato contínuo, apurar responsabilidades. Aí está uma missão para Deputados decentes e Promotores insuspeitos que não esperem por fatos consumados, mas protejam, isto sim, preventivamente, com as prerrogativas, poderes e leis vigentes, o erário contra gestões temerárias. O voto do povo paranaense, com este passivo das ações perdidas, já custa milhões. É preciso por um paradeiro neste trem. O trem tá feio, gente, povão bão de voto do Paraná !

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