Casa de enforcado | Fábio Campana

Casa de enforcado

Pirotecnia, brindes ao champanhe para o salvador da pátria, alegria e alivio nas hostes de Requião. Caiu, num golpe rápido, a ameaça ao emprego dos parentes do Duce e de seus súditos.

Diga-se: os parentes de Requião lotados no governo do Duce foram salvos mais uma vez pela providência do líder do PMDB, Luís Cláudio Romanelli, que nem sempre é retribuído à altura pelos serviços prestados. Agora mesmo, Requião e a tigrada mais próxima torcem o nariz para a possibilidade de Romanelli assumir a presidência do PMDB.

Ontem, Romanelli matou a esperança dos paranaenses de ver escoimado o nepotismo deste governo que ainda pode proporcionar três anos e alguns meses de sinecuras para os membros do clã.

Ora, pois, o deputado Edgard Bueno, do PDT de Osmar Dias, declarou que não assinou e não assinaria o apoio ao projeto de emenda constitucional do deputado Tadeu Veneri que proíbe a contratação de parentes até o terceiro grau em todos os poderes.

Foi a salvação da lavoura dos parentes agraciados com cargos em comissão que podem pagar salários polpudos que, em média, alcançam R$ 11 mil para secretários e seus clones.

Com a deserção de Bueno, ficam dúvidas razoáveis sobre esse processo que exige do presidente Nelson Justus as corroborações de cada assinatura. Justus se depara com essa situação adversa, de salvar a Casa de opróbrios como o da sogra fantasma e agora o da assinatura falsa. Haja engov.

No Canguiri, os ânimos ficaram exaltados. Houve quem sugerisse aproveitar a oportunidade para retaliar o propositor do fim do nepotismo. Querem “punir” Tadeu Veneri. Um áulico pediu a sua cassação. Ora, pois, falar em nepotismo no Canguiri é como falar em corda em casa de enforcado.


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