Brutalidades | Fábio Campana

Brutalidades

De nada adianta o governador Requião fingir a extração de diamantes de moralidade da caça aos marajás aposentados pela ParanáPrevidência, uma vez que não passa de política bruta aquilo que o Duce pratica todos os dias.

Ora, no recente episódio de animosidade contra o Ministério Público ficou evidente que Requião não sabia de nada. O governador em pêlo confessou desconhecer a denúncia no mandato anterior. Só lhe caiu a ficha passados sete meses da sofrida reeleição.

Ele quer que passemos por ingênuos ao afirmar que não passou de coincidência ter em uma mão a solicitação do Ministério Público para que exonerasse os parentes da administração pública, e na outra mão dossiê com irregularidades nas aposentadorias dos promotores e procuradores de Justiça. O estado não se administra a esmo, como faz parecer Requião, autoproclamado “nepotista militante”. Só com a nossa condescendência essa história cola.

Nem o Departamento de Imprensa e Propaganda da administração estadual engole essas brutalidades. Mas falta coragem para chamar Requião na chincha e esclarecer ao homem que não pega bem recuperar de Fernando Collor de Mello, ex-presidente cassado graças à pressão popular, o ideário de “caça aos marajás”. Ou para anunciar de supetão mudanças no regime de contribuição previdenciária, como o recolhimento compulsório dos aposentados com vencimentos superiores a R$ 5 mil.

Causa desânimo nas hostes governistas o ato contínuo de Requião alimentar a caldeira de sua administração com a execração de aliados. Não se corta a própria carne nessa família, se gasta o carvão até que ele acabe. É necessário precipitar-se cada vez mais rápido nos trilhos para que a velocidade compense a instabilidade do maquinista.


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