Batalha de Curitiba | Fábio Campana

Batalha de Curitiba

Não é sem razão que os candidatos à sucessão de Requião concentram a atenção na disputa da Prefeitura de Curitiba e fazem o que podem para desgastar Beto Richa.

Esta é a principal prévia de 2010. Para que se tenha uma idéia, se Beto Richa sair fortalecido com uma vitória no primeiro turno, será candidato natural ao governo.

Os políticos nativos estão convencidos de que é na capital que o bicho vai pegar e pretendem, no mínimo, impedir que Richa se reeleja logo no primeiro turno. Todos os seus adversários de 2010 querem vê-lo sair desgastado da disputa do ano que vem.

Até, porque, o único dos pretendentes viáveis ao cargo de governador que tem base em Curitiba é Beto Richa. Os demais são de outras praças. Alvaro Dias é de Londrina. Osmar Dias, de Maringá. Paulo Bernardo, de Londrina. Rubens Bueno, de Campo Mourão.

O que isso representa? Hoje, cerca de 1/3 dos eleitores do Paraná estão em Curitiba, região metropolitana e sua área de influência. A população de Curitiba e região metropolitana aumentou em 400 mil habitantes nos últimos cinco anos. O equivalente a quase uma Londrina.

A versão de 2006 do “Curitiba em dados”, do IPPUC, calcula em 3,1 milhões de habitantes. Só a população de Curitiba passou de 1 milhão e 587 mil para 1 milhão e 757 mil. São 170 mil novos habitantes de uma eleição do prefeito para outra.

É preciso somar as sete maiores cidades do Paraná – Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel e Guarapuava – para compensar a população da capital.

Como se vê, a importância de Curitiba nas eleições para governador não é pouca. Daí esse empenho para derrubar Beto Richa no ano que vem. Ou, ao menos, enfraquecê-lo.


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