Apagão aéreo | Fábio Campana

Apagão aéreo

Ratinho Jr e o apagão aéreo
 
O Escritório da Missão de Cooperação Técnica da Organização de Aviação Civil Internacional no Brasil, com sede no Rio de Janeiro, recebeu neste ano um repasse de mais de R$ 11 milhões da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No entanto, não há explicações para o uso total desses recursos. O deputado federal Ratinho Júnior (PSC/PR) quer saber para onde foi este dinheiro. Desde o início deste ano, ele questiona, na Câmara Federal, a responsabilidade da aplicação desses recursos.
 
Muita grana?
 
Os gastos previstos no Orçamento de 2007 para o mesmo Escritório são de R$ 13 mil por mês, que somados representam R$ 156 mil ao ano,  em despesas de manutenção e operação de equipamentos de informática, veículos e licenças para utilização do software ERP. Além disso, para a formação de técnicos civis e constantes, no mesmo período, a despesa atinge R$ 4,9 milhões. “Então como explicar a defasagem entre a soma desses gastos, R$ 5,56 milhões, em 2007, e os mais de R$ 11 milhões repassados pelo Governo Federal ao Escritório da Missão, em 2006?” – questiona, indignado, Ratinho Júnior.

 De olho no caos
 
Preocupado com a situação de caos aéreo, o deputado Ratinho Júnior solicitou ao ministro da Defesa da época, Waldir Pires, por meio de um requerimento, aprovado em plenário na Câmara Federal, informações mais precisas sobre as questões que envolvem a Agência Nacional de Aviação Civil. No documento, datado de 03 de maio deste ano, o deputado questionava quais as diretrizes, valores e prioridades do planejamento estratégico da Anac e da Infraero, quer na formação de controladores de vôos, compras de aparelhos modernos de radares e ampliação de pistas nos aeroportos do país.

 Esperando Godot
 
Sem obter respostas adequadas e completas, Ratinho Junior reiterou o pedido em 1º de agosto, desta vez, para o atual ministro Nelson Jobim, uma vez que, em um curto período de tempo, houve mais de 300 mortes em dois acidentes aéreos. “Esses recursos bem aplicados, talvez pudessem ter impedido essas centenas de mortes”, argumenta o deputado.


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