Sabor de vendeta | Fábio Campana

Sabor de vendeta

O tiroteio entre Requião e o Ministério Público Estadual por conta do nepotismo do Duce, rendeu revelações escandalosas sobre a situação previdenciária de promotores e procuradores. Vamos lá:

1 – Ao contrário do que diz o Ministério Público, não há um processo de aposentadoria de promotores ou procuradores que tenha conseguido validar judicialmente tempo de estágio como tempo de serviço para efeitos de aposentadoria.

2 – Todas as contagens de tempo de serviço como estagiário e advogado foram validadas através de processo administrativo interno sem o conhecimento do Executivo.

3 – O Ministério Público Estadual baixou documento interno que orientou os seus membros a validar o tempo de estágio e de advocacia, mesmo sem contribuição, o que é inconstitucional.

4 – Pior. A direção do Ministério Público deu orientação de contagem de tempo irregular para o requerimento de adicional de 15% e vantagens de qüinqüênios.

5 – O convênio firmado em dezembro de 2002 (final do governo Lerner) pela Procuradora Maria Teresa Uille Gomes, representante do Ministério Público, com a ParanáPrevidência, representada pelo atual diretor da Urbs, Ricardo Smitjink, será anulado por Requião porque atribui autonomia ao Ministério Público para processar suas folhas de pagamento.

6 – Curiosidade: os nomes dos aposentados do Ministério Público pelo Fundo Financeiro, que requereram aposentadoria até 1999, vão para o Estado sem informações, apenas para que seja homologado o pagamento.

Agora, a pergunta: por que Requião não denunciou tudo isso antes, pois está há quatro anos e meio no governo? Ora, pois, é isso que dá a essa pendenga um sabor de vendeta do Duce contra o MP que insiste em tratar do nepotismo.


Um comentário

  1. guy
    quarta-feira, 29 de agosto de 2007 – 13:53 hs

    É uma guerra hegemônica entre pecadores, espero que não sobre pedra sobre pedra !

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*