PMDB fora do jogo | Fábio Campana

PMDB fora do jogo

Requião afirmou mais de uma vez aos ginetes e cavalariços que não gosta da idéia de um peemedebista para sucedê-lo no cargo.

O Duce não esconde sua indigesta opinião de que os possíveis nomes do PMDB para o governo não estão à sua altura e nem comungam as mesmas idéias chavistas que adotou. Portanto, não terão o seu apoio.

Assim, distintos senhores do PMDB podem tirar o cavalo da chuva. Requião descartou Orlando Pessuti, Caito Quintana, Renato Adur e todos os do PMDB, que estão fora do rol que ele considera para futuro governador do Paraná.

Requião repete a dose. Prefere alguém de outra catadura, como, aliás, sempre o fez na hora de escolher o seu sucessor. Para quem não tem memória: Requião nunca deixou que alguém de seu grupo vencesse uma majoritária.

Lembram? Foi prefeito de Curitiba por obra e graça de José Richa e Maurício Fruet. Largou Fruet na correnteza e deixou a prefeitura para Jaime Lerner. Foi governador em 1990, contra José Richa e apadrinhado por Alvaro Dias. Venceu e fechou um acordo branco com Lerner, que derrotou Alvaro em 1994, quando o próprio se elegeu Senador.

Em 1998 não tinha aliados e perdeu para Jaime Lerner, que se reelegeu com a ajuda dos desafetos de Requião, inclusive Alvaro Dias e José Richa.

Em 2002 voltou a ser candidato ao governo e o único apoio substancial que teve foi do ex-governador Paulo Pimentel. Na eleição seguinte, reelegeu-se por pequena margem, com a ajuda mesmo Pimentel. Mas não conseguiu refrear seus instintos. Passou a ser inimigo de quem o protegeu.

Agora, quer sair do governo e deixá-lo para outro grupo que não os de seus apoiadores e correligionários. Escolheu o PT para sucede-lo, depois de namorar com os tucanos de Geraldo Alckmin no ano passado.


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