Maldade da imprensa | Fábio Campana

Maldade da imprensa

Requião e sua troupe acreditam que inventaram a maneira mais eficiente de escamotear os fatos e rebater as críticas.

Para eles, todas as denúncias, todos os escândalos desta administração que já dura quatro anos e meio não passam de pura maldade da imprensa nativa. Até, porque, não há como explica-los da forma civilizada, que é ater-se aos fatos.

Vejam. Há, pelo menos, 14 denúncias gravíssimas que o governo faz de conta que ninguém sabe, ninguém viu. Desde o contrato da Sanepar com a Pavibrás e os aditivos que elevaram o custo do saneamento no litoral até a compra das TVs alaranjadas pela Secretaria de Educação de um comerciante de móveis que foi o maior doador da última campanha.

Há mais. Os aditivos na Secretaria de Obras, o déficit orçamentário de R$ 195 milhões não explicado, a falta de remédios para doentes especiais. Os gastos com cartões corporativos, o caixa-dois no Ceasa, a manipulação de salários na Secretaria do Trabalho, a farra das ONGs. Por aí vai.

Segundo a versão palaciana defendida pela esquerda funcionária, nada disso aconteceu. No máximo, os hidrófobos da comunicação admitem que houve, sim, um incidente aqui, outra licitação mal feita ali, uma ou outra irregularidade, pequenos desvios que a imprensa usa para criar a impressão de que há corrupção, desordem e incompetência na administração de Requião.

Ora, pois, só mesmo criando essa tese da conspiração da imprensa contra Requião para tentar esconder tantos pecados. Atitude que corrobora outro traço do caráter do governo, a ojeriza à liberdade de expressão.

Mas só essa turma para acreditar que o povo é bobo para entrar nessa de que tudo é mentira, somente mentiras, como diz o bolero preferido do consórcio no poder.


Um comentário

  1. durval
    sábado, 18 de agosto de 2007 – 20:11 hs

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    esquerda funcionária é ótimo. gostaria de ver como eles sobreviveriam no mundo real da competição.

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