Joel Silveira, 88 | Fábio Campana

Joel Silveira, 88

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59. Dinossauro
Há cinqüenta e cinco milhões de anos, como é sabido, um asteróide chocou-se com a Terra e matou todos os dinossauros. Todos, não. Eu escapei.

Morreu, ontem, Joel Silveira, o último dos grandes jornalistas que iniciaram carreiras antes da Segunda Guerra Mundial. Repórter, escritor, cronista, Silveira editou um de seus últimos livros cá pela Travessa dos Editores. Chama-se Diário do Último Dinossauro.

20. Biografia
Vim sem ser chamado, irei sem ser expulso. Eis aí toda a minha biografia.

Os textos presentes no livro alimentaram o “Diário de uma Víbora” – a coluna que Joel mantém na revista pernambucana “Continente Multicultural” desde julho de 2001. Os verbetes venenosos foram coletados em várias fontes: anotações inéditas que Joel acumulou em pastas de plástico, fragmentos de livros como “Vinte Horas de Abril”, “A Guerrilha Noturna”, “O Presidente no Jardim” e “Você Nunca Será um Deles”.

82. Brasil paquiderme
Afirmou o ex-presidente FHC, num dos seus mais recentes discursos:
— O Brasil não dá saltos felinos, mas se move com firmeza.
Como, aliás, se deve esperar de todo paquiderme.

A partir de hoje publicaremos alguns dos 262 aforismos que constam no Diário do Último Dinossauro.


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