Governo parcial | Fábio Campana

Governo parcial

Parcial demais
 
Que todo governo é parcial, todos sabem. Mas o governo do Paraná tem se revelado parcial demais. O deputado Plauto Miró Guimarães, DEM, vem questionando o governo Requião a respeito da liberação de recursos do Programa Paraná Urbano ao município de Cândido de Abreu. “Quem está no poder não tem o direito de escolher a quem irá atender com os recursos do Estado. Governar para a maioria, sem distinção, é tarefa de quem foi eleito. Por isso defendo que o governo libere os recursos, para todas as cidades que dependem de repasses”. Assim falou Miró.
 
Curral
 
Miró ainda disse que se sente na obrigação de chamar a atenção de todos sobre o que está acontecendo em Cândido de Abreu. “O prefeito da cidade, no primeiro turno das eleições estaduais de 2006, foi forçado a declarar apoio no horário eleitoral gratuito porque a equipe do governo Requião, numa reunião com prefeitos, criou a expectativa que assim eles receberiam benefícios e recursos do governo estadual. E assim o prefeito Richard Golba acabou declarando seu apoio”, discursou Plauto, lembrando que não recebeu nenhum voto no município e que não tem ligação política com nenhum representante na cidade, apenas alguns amigos.
 
O “x” da questão
 
De acordo com Plauto Miró, um grupo contrário à força da pressão do governo, acabou não abrindo mão da sua ideologia e trabalhou para candidatura do senador Osmar Dias. “Mesmo assim, o governador Roberto Requião e o vice-governador Orlando Pessuti, com base eleitoral no Vale do Ivaí, prometeram o mundo para o município. Pediram que projetos fossem encaminhados para o Programa Paraná Urbano e outras tantas ações foram autorizadas de boca pelo governo. E o prefeito, como um administrador, rapidamente preparou os projetos e encaminhou a secretaria de Desenvolvimento Urbano para que pudesse ser contemplado o município, que deu a vitória para o governador na sua campanha de reeleição. Mas, não adiantou”, lembrou o deputado do segundo planalto.
 
Memória
 
Plauto Miró elencou ainda alguns dos pedidos verbais autorizados para o prefeito e não cumpridos pelo governador e vice-governador, como um complexo poliesportivo (R$ 446 mil), pavimentação poliédrica (R$ 200 mil), reforma do prédio da prefeitura (R$ 135 mil), que está numa situação precária, aquisição de um terreno para barracão industrial (R$ 130 mil), aquisição de terreno para construção de conjunto habitacional (R$ 80 mil). Os pedidos e projetos foram todos encaminhados a Secretaria de Desenvolvimento Urbano. “Tudo prometido, o resultado das eleições foi favorável e, infelizmente, o governo tapeou a população e o eleitor mais uma vez. E o prefeito tem obrigação de reivindicar essas ações”, vebralizou Plauto, que encaminhou requerimento ao secretário de Desenvolvimento Urbano, Luis Forte Neto, para que ele explique os problemas do município não ser contemplado com essas obras.
 
A sua parte
 
“A cidade tem capacidade de endividamento e ele quer apenas emprestar recursos do Programa Paraná Urbano, que permite parcelar valores em até 15 anos, para dar prosseguimento as obras. Falta o governo fazer a sua parte e liberar os recursos. Ou seja, eles prometeram, mas agora ficam na história do Rolando Lero. Vão enrolando, enrolando e o povo sai prejudicado”, disse o deputado.


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