Ficções | Fábio Campana

Ficções

O secretário da fazenda, Heron Arzua, declarou que a imprensa nativa faz ficção quando trata dos assuntos financeiros do governo.

Ora, pois, logo o secretário de um governo que tem várias versões para as contas de 2006 e nenhuma delas tem proximidade com a verdade. Quem é o ficcionista?

Outra do governo é a aprovação dos aumentos salariais dos funcionários. Pura ficção. O script serviu à necessidade do governo Requião de criar algo positivo para alegrar os barnabés nas proximidades do 1º de maio. O aumento foi aprovado na Assembléia. Mas a maioria ainda espera ver o seu salário aditivado. Ficção de mau gosto essa.

Os ficcionistas do governo também têm demonstrado boa imaginação quando tratam de dissimular escândalos e denúncias de corrupção. A realidade é a seguinte: o próprio governo informou que na Ceasa existiu um caixa dois e superfaturamento.

A prova é o relatório que está na Comissão de Fiscalização da Assembléia. O que diz o governo? Nega. Desmente. Volta a agredir a imprensa como se ela fosse culpada pelas deformações de caráter dos nossos governantes.

O mesmo acontece quando se fala em aditivos na Sanepar, aditivos da Secretaria de Obras, gastos com a publicidade, os desvios na Secretaria do Trabalho que privilegiou ONGs de ficção e quando se indaga para onde vai a areia do canal da Galheta e sobre os televisores laranjas comprados à empresa Cequipel.

Mas a maior ficção montada neste governo de Roberto Requião é esse PAC do Paraná, ou PDE, ou pacotinho, ou paquinho, um plano de desenvolvimento que tem tantos nomes e não é mais do que a rearrumação orçamentária para dar a idéia de que o governo existe e acontece.

O drama é que o governo e suas mazelas são reais. E como.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*