Espeto corrido | Fábio Campana

Espeto corrido

Ontem, na Churrascaria Paiol, pantagruélico grupo deglutiu arrobas de carnes e miúdos variados do espeto corrido enquanto tratava do futuro político de Curitiba.

À mesa, o reitor Carlos Moreira, candidato do PMDB a prefeitura. Ao seu lado, no papel de escudeiro e representante da esquerda positiva e operante, Doático Santos.

Do outro lado da mesa, o deputado Carlos Simões, pelo PR. À cotê, Geraldo Serathiuk, que neste momento cuida do protocolo de aliança das forças que pretendem defenestrar Beto Richa.

Iniciativa importante para abrir caminho ao ministro Paulo Bernardo, que sonha herdar de Requião os dois palácios e também o Canguiri, além da ilha das Cobras e tudo o mais que o contribuinte paga para que o governador nativo tenha uma vida alegre e faceira..

Na cabeceira, o empresário Éviton Machado, do grupo mais íntimo do governador Requião. De antepasto, coraçõezinhos de frango. No principal, o consenso de que Requião & Cia. não conseguem ganhar a prefeitural há mais de vinte anos. O pessoal que está na planície anda com uma fome de anteontem.

A rapaziada acredita que desta vez vai. Concordam na idéia de que Gleisi Hoffmann é a principal candidata para enfrentar Richa. O que não significa que o PMDB não terá candidato. Se necessário, até o PR poderá lançar um para levar a disputa para o segundo turno.

Para afinar o discurso de ocasião, o grupo chegou a idéia de um seminário do qual participarão PMDB, PR, PT, PC do B, associações, sindicatos e toda a galera da esquerda funcionária que tratariam do tema “Democratização da Prefeitura de Curitiba”, pois a tigrada parte do pressuposto que se ela não está no comando, não há democracia, maneira muito peculiar de entender o que é democracia.


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