Duro de agüentar 3 | Fábio Campana

Duro de agüentar 3

Ontem, Requião sentou-se na primeira fila da platéia da escolinha para ouvir o coral dos internos do Adauto Botelho. Comovente, diria o Luís Roberto Soares, com um sorriso irônico no canto da boca.

Sem dúvida, alguém do palco deve ter perguntado aos seus botões por que o dono do espetáculo ficou na platéia e não estava ali, cantando Uirapuru, Luar do Sertão, Cio da Terra, pois tinha todas as qualificações dos membros do coral.

Não consta que Requião tenha dotes para entoar qualquer coisa que não sejam as bravatas e destampatórios copiados do modelo venezuelano, o Hugo Chavez. Mas certamente não lhe faltam os traços e o comportamento dos convidados.

Alô, alô, Solda. Essa nem você, habituado às piadas prontas de nossos políticos, esperava. A Terça Insana do Velhinho Maluquinho com acompanhamento musical da moçada do Adauto Botelho.

Ora, pois, este é terceiro mandato de Requião e merecia o título “Duro de agüentar 3”. Assim como nos filmes que tem continuação, o terceiro mandato de Requião procura inovar na linguagem e na agressividade para manter platéias.

O problema é que os diretores e roteiristas são fracos. É de se perguntar o que trarão como atração da escolinha depois da série de corais que deixaram os membros do governo de olhos marejados?

Outro esquete que Requião sempre usa é o da bronca nos subalternos. Ontem, deu mais uma no Cláudio Xavier, secretário da Saúde que tem saúde de avestruz. Engole todas e há quem diga que suas orelhas cresceram depois dos puxões que levou do mestre.

E o auditório de casa vibra. Os hidrófobos vão ao orgasmo de tanta satisfação diante do desempenho do Duce. Enquanto a absoluta maioria, aqui fora, pergunta-se até quando? Até quando?


2 comentários

  1. Julio Belinoski
    quarta-feira, 8 de agosto de 2007 – 11:55 hs

    Há vários títulos que traduzem a situação do povo do Paraná diante de um governador como o Requião. A gestão dele pode ser sintetizada em alguns títulos: “O intragável”. Ou então: “O exterminador do futuro (do Paraná). Ou: “De volta para o passado”. E ainda: “Como enlouquecer a população”. E ainda: “Um dia a casa cai”. Ou então: “Inoperar é o meu verbo preferido”.

  2. jango
    quarta-feira, 8 de agosto de 2007 – 13:44 hs

    O pior do mais ruim ou o mais ruim do pior (já nem sei) é que não se apresenta ninguém que, como Marco Tulio Cícero, lance o repto: Até quando, ó Pinochaves, abusarás da nossa paciência ? De que espécie de matéria são feitas as autoridades públicas atualmente ?

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