Dor de cotovelo | Fábio Campana

Dor de cotovelo

Há quem não tenha perdido a esperança de ver o Duce Requião na presidência da República. Não, não se trata de ironia ou galhofa. Por mais inverossímil que pareça às mentes sãs, Requião sonha com o cargo de Lula o tempo todo.

Não está só em seu delírio. A esquerda funcionária que rende vassalagem ao Duce se imagina em gabinetes suntuosos de Brasília, dando ordens aos comuns dos mortais.

Nessa toada, os aprendizes de mágico de Requião armaram a participação do governador em debate sobre energia elétrica, ontem, na FIESP, instituição que congrega boa parte do PIB brasileiro.

Atrás da turma do capital, Requião não titubeou em transferir para o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, a tarefa de receber o presidente Lula, que desembarca no Paraná para mostrar o esforço de seu governo para acelerar o crescimento no Paraná.

Medida cautelar de Lula. Vem assumir o que é de sua lavra antes que os aventureiros assumam a paternidade das obras federais, como Requião fez no passado.

Estimulado pelo sonho presidencial, acompanhado do pessoal doméstico, de pouca eficiência, Requião foi tirar proveito do bom desempenho da Copel e se atribuir os louros.

A Copel foi escolhida a melhor geradora brasileira de energia elétrica e recebeu prêmio do jornal Valor Econômico. É referência em comunicação e informação, segundo o Instituto Vox Populi, com mais de 80% de aprovação. Índice que é recorde brasileiro.

Obra do humilíssimo diretor de comunicação da Copel, Moacyr Boscardin, que não faz alarde de seu trabalho para não deixar de maus bofes os marqueteiros palacianos, que vão à loucura quando Requião cita a comunicação da Copel como modelo que gostaria para si e para seu governo.

Não ofende

Por que o esforço hidrófobo para barrar Geraldo Serathiuk no governo? E por que tanto ódio contra o eficiente Moacyr Boscardin, como se viu no bate-boca entre ele e Ayrton Pisseti no final da escolinha das terças? Ciúme? Inveja? Insegurança? Ou apenas cafajestice?


Um comentário

  1. José Antônio Rezzardi
    sexta-feira, 24 de agosto de 2007 – 11:46 hs

    Não nego que até algum tempo atrás eu via com bons olhos essa possibilidade (remotíssima, não só agora. Achava que o Requião de rebenque na mão poderia ser a solução. Não, não é. O Lula provou ser melhor negociador político que ele, e olha que sou declaradamente contra o Lula. Esse estilo chavista que o Requião vê com simpatia, precisamos combater antes que dê cria. Porém, não creio…
    Requião no Executivo, não. Acredito que no Legislativo ele ainda pode contribuir com a Nação. Mas tem que começar a cortar na própria carne desde já, mostrando para o Paraná que o nepotismo no Brasil não dá (mais)!

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