Descendo a ladeira | Fábio Campana

Descendo a ladeira

Os adversários de Rafael Greca de Macedo no PMDB espalharam um raciocínio que se tornou mortal para as pretensões do atual presidente da Cohapar de voltar a ser prefeito de Curitiba
Segundo os desafetos do ex-prefeito, “a rejeição de Greca é uma brutalidade: cinco vezes maior que a intenção de voto”. Tamanha dificuldade já produziu o primeiro estrago no plano estratégico do moço.

Publicamente, Greca mandou dizer ao mundo que recebia o resultado “com humildade”. Na intimidade a conversa é outra. Ao público interno, Greca comunicou que não pretende aceitar o pesado encargo de ser o representante do PMDB na eleição municipal. Está fora e não aceita ponderações da turma que torce por suas cores.

Prova disso é que determinou a suspensão dos preparativos que vinham sendo feitos para estruturar sua campanha. Greca vai passar batido nessa disputa do ano que vem enquanto tenta acumular forças para as eleições de 2010.

Como se vê, Greca não é bobo. Ele sabe que além de suas dificuldades pessoais levaria consigo a rejeição ao governador e sua troupe. O que não é de somenos. A mesma pesquisa mostra que contra o candidato do PMDB pesa ainda o fato de o governador Roberto Requião não ser um bom cabo eleitoral. Para 31% dos entrevistados, o apoio de Requião “diminuiria a vontade de votar num candidato”.

Para 35% dos curitibanos, a participação de Roberto Requião na eleição de prefeito não mudaria absolutamente nada e apenas 32% acham que ele seria um bom cabo eleitoral.

Ou seja, não vale a pena ser candidato do Duce. Coisa que a inteligência do PT percebeu há meses. Tanto é assim que o staff de Gleisi Hoffmann procura outras parcerias, inclusive com o PPS de Rubens Bueno, que é desafeto de Requião.


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